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Economia

Companhias aéreas deixarão de faturar US$ 2,5 bilhões

Arquivo Geral

19/03/2009 0h00

As companhias aéreas de todo o mundo deixarão de faturar este ano US$ 2, thumb 5 bilhões devido à crise econômica global e podem ficar em números vermelhos durante anos, alertou hoje a Associação Internacional do Transporte Aéreo (Iata).

O organismo revisará para baixo suas previsões de crescimento para 2009 por causa da queda da demanda de seus serviços que provocou a crise, revelou, na Malásia, o diretor-geral da Iata, Giovanni Bisignani.

Bisignani destacou que, em janeiro, o número de passageiros caiu 5,6%, particularmente nas companhias regulares, onde caiu 16,7%, e o transporte de carga diminuiu 23,3%.

O responsável da Iata acredita que a economia mundial começará a se recuperare de forma muito gradual no final de ano, mas que será muito difícil que as companhias aéreas obtenham lucro, apesar da queda no preço do combustível derivado do petróleo.

Além disso, a indústria ainda não superou o baque representado pelos atentados terroristas de 11 de setembro de 2001 nos Estados Unidos, acrescentou Bisignani.

A área mais afetada pela crise será a Ásia, que abrange 44% do mercado mundial de transporte de carga, especialmente China, Índia e Japão.

Bisignani reiterou a chamada da Iata para que os Governos adotem políticas de “céus abertos” e ajudem, assim, que o setor possa abastecer de maneira mais eficaz seus clientes no mundo todo.

“O protecionismo governamental tornou o transporte aéreo mais vulnerável às oscilações econômicas. Esta crise deveria mandar uma mensagem clara de que devemos modernizar as regras do jogo”, disse o diretor-geral da Iata.

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