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Economia

CNPE referenda regra que impede a importação de biodiesel para mistura no diesel

Nova regra determina que combustível destinado ao mandato de mistura seja produzido por unidades autorizadas pela ANP, mas mantém importações para outros mercados

Redação Jornal de Brasília

14/07/2026 15h03

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Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

O Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) aprovou a resolução fixando que o biodiesel comercializado pelo mercado deverá ser produzido exclusivamente por unidades autorizadas pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). A regra será aplicada exclusivamente ao biodiesel destinado ao atendimento da mistura obrigatória ao diesel B, impedindo a importação desse combustível para atividade regulada.

A comercialização de biodiesel importado permanece permitida para os demais segmentos previstos na regulamentação vigente. O texto aprovado referenda uma resolução que já havia reconhecido “como de interesse” da Política Energética Nacional que todo o biodiesel utilizado para a mistura obrigatória ao diesel B seja proveniente exclusivamente de unidades produtoras autorizadas pela ANP.

A regra aprovada nesta terça-feira, 14, foi recomendada na Análise de Impacto Regulatório (AIR) elaborada por grupo de trabalho interministerial instituído em 2023. A resolução atualiza as diretrizes para o fornecimento de biodiesel destinado ao atendimento da mistura obrigatória.

Na prática, o normativo reforça o entendimento do atual governo de impedir a importação de biodiesel para o cumprimento do mandato obrigatório de mistura, tendo em vista que a ANP é responsável por autorizar produtores nacionais. No governo de Jair Bolsonaro houve entendimento contrário, com a liberação da importação.

Estadão Contéudo

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