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Economia

CNI reforça peso estratégico do acordo Mercosul–União Europeia após avanço no Parlamento Europeu

Entidade acompanha análise jurídica na UE e defende ratificação rápida do tratado, apontando impactos diretos sobre emprego, renda e competitividade da indústria brasileira.

Pedro Nery

21/01/2026 21h07

Foto: Divulgação/CNI

A Confederação Nacional da Indústria voltou a destacar a importância do acordo Mercosul–União Europeia após a votação realizada nesta quarta-feira (21) no Parlamento Europeu. A decisão encaminhou o texto para análise do Tribunal de Justiça da União Europeia, com pedido de verificação da compatibilidade jurídica de alguns dispositivos. Ainda assim, a entidade reforça que o movimento integra um rito interno já previsto no ordenamento europeu e não representa aprovação ou rejeição do tratado.

Segundo a CNI, trata-se de uma etapa técnica do exame jurídico prévio à ratificação. Portanto, o processo segue seu curso normal. A confederação afirma que monitora cada fase e mantém confiança na relevância estratégica do acordo para aprofundar a integração econômica entre os blocos, sobretudo em um cenário global de competição crescente e cadeias produtivas mais exigentes.

Para o presidente da CNI, Ricardo Alban, o acordo é “maduro, equilibrado e amplamente negociado”, com efeitos comprovados sobre emprego, renda e produção. Ele avalia que a conclusão do processo e a entrada em vigor do tratado são fundamentais para ampliar oportunidades, reduzir barreiras e fortalecer a presença internacional da indústria brasileira.

Além da redução de tarifas, a CNI destaca que o acordo incorpora disciplinas modernas, como desenvolvimento sustentável e facilitação de comércio. Esses compromissos, segundo a entidade, aumentam a previsibilidade regulatória, reduzem custos, estimulam investimentos e elevam a competitividade. Considerado o mais abrangente já negociado pelo Mercosul, o tratado projeta impactos expressivos: somente em 2024, a cada R$ 1 bilhão exportado do Brasil à UE, foram criados 21,8 mil empregos, com R$ 441,7 milhões em massa salarial e R$ 3,2 bilhões em produção movimentada.

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