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Economia

Cinco cidades brasileiras concentram 25% do PIB em 2005, diz IBGE

Arquivo Geral

19/12/2007 0h00

Apenas cinco dos 5.564 municípios brasileiros concentram 25% do Produto Interno Bruto (PIB) do país em 2005, visit informou hoje o IBGE.

Segundo o estudo “PIB dos Municípios em 2005”, more about divulgado hoje, information pills as regiões metropolitanas de São Paulo, Rio de Janeiro, Curitiba, Brasília e Belo Horizonte reuniram um quarto de todas as riquezas geradas pelo país naquele ano.

Além disso, apenas 51 municípios com 30,5% da população eram responsáveis por 50% do PIB do país em 2005.

Em contrapartida, 1.371 municípios, com 3,5% da população, tinham uma participação conjunta de 1% na produção nacional.

Segundo o IBGE, a concentração da riqueza em poucos municípios continua sendo “muito alta”, apesar de ter diminuído entre 2002, quando a metade da produção era gerada em 48 cidades, e 2005, quando três novas cidades entraram no grupo.

As 27 capitais brasileiras concentravam 34,8% das riquezas produzidas.

Apesar disso, a coordenadora do estudo, Sheila Zani, disse que os números indicam uma tendência de crescimento na participação da produção de municípios de médio porte.

Essas cidades se transformaram em pólos de setores como petróleo, indústria e informática.

A lista das cidades com maior geração de riqueza do Brasil é liderada por São Paulo, com 12,26% do PIB e 5,93% da população.

Em seguida estão Rio de Janeiro, com 5,54% do PIB e 3,31% da população, Brasília (3,75% do PIB e 1,27% da população), Curitiba (1,39% do PIB e 0,95% da população) e Belo Horizonte (1,32% do PIB e 1,29% da população).

As cinco seguintes são Porto Alegre, Manaus (em grande parte por causa da Zona Franca), Barueri (em São Paulo, sede de um novo pólo de serviços de informática e financeiros), Salvador e Guarulhos (SP).

Três cidades com grande atividade petrolífera saíram da lista das dez mais ricas: Campos dos Goytacazes (caiu do 6º lugar em 2004 para o 18º em 2005), Macaé (do 8º para o 53º) e Duque de Caxias (do 10º para o 15º).

Essas quedas foram provocadas por causa da revisão da metodologia de cálculo do PIB feita pelo IBGE que reduziu a participação da indústria, inclusive a petrolífera, para dar mais importância aos serviços.

Apesar da concentração da produção nas capitais, a pesquisa mostrou que a renda per capita é maior em pequenos municípios do interior que têm uma baixa densidade populacional e vinculados a algum pólo produtivo.

O município com o maior PIB per capita do país é Cascalho Rico (MG), com renda de R$ 289.838 por habitante.

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