Soraya Sobreira
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As intensas chuvas deste mês têm prejudicado as lavouras de hortigranjeiros no Distrito Federal. Com a safra comprometida, os produtores estimam que devam colher entre 20% e 30% menos neste período. Por isso, muitos brasilienses já se queixam, nas feiras locais, dos aumentos repassados.
Assim, comer uma salada ficou indigesta, isto pelo fato de que o ingrediente principal teve um aumento considerável. De R$ 10, por exemplo, a caixa com 19kg a 22kg de tomate já está custando quatro vezes mais, R$ 40. A justificativa para os reajustes é a diminuição da produção. O aposentado José Carlos Amorim, 70 anos, e sua mulher, a dona de casa Anice Martins, 65, reclamam, claro. E já correm atrás de uma saída. “Tudo ficou mais caro, você deixa de comer a salada com vários itens para escolher qual é o item da vez, no caso, o mais barato”, brinca José Carlos.
Se por um lado o consumidor sai com prejuízos, os produtores e fornecedores se defendem. “Alguns pensam que somos nós que resolvemos aumentar o preço para lucrar. Mas também somos prejudicados. A plantação fica mais sensível às pragas e fungos”, alega José Adaílton Gomes da Silva, 35 anos, produtor e fornecedor em Brasília há 15 anos.
Este é o caso do produtor Orlando Souza Jesus, 34 anos, que perdeu 70% da sua safra. “As folhagens em geral ficaram ruins. Eu sou produtor no Incra (DF) e todo ano é assim”, lembra. Ele afirma, ainda, que em 12 anos de colheita, esta foi a vez em que mais teve perdas.
Segundo o Centro de Abastecimento Alimentar do Distrito Federal (CEA), a antiga Ceasa, a produção de grande parte das folhagens e verduras consumidas na região é local. “As frutas são mais escassas. A maioria vem de outros estados como Rio Grande do Sul, São Paulo, Bahia e importadas”, explica Felippe Martoneto, diretor técnico da CEA.
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