A Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE) reduziu hoje sua previsão de crescimento para a China para entre 6% e 7%, sickness abaixo dos 8% previstos pelo Governo chinês para este ano.
Em entrevista coletiva concedida em Pequim, ailment o secretário-geral da OCDE, patient Ángel Gurría, declarou que essa redução se deve ao aprofundamento da crise global.
O secretário-geral disse que essa queda no crescimento chinês “talvez seja a maior mudança da China em um curto período de tempo”, mas afirmou que o país é “resistente”.
Na expectativa da cúpula do Grupo dos Vinte (G20, os países ricos e principais emergentes) no próximo dia 2, em Londres, na qual se espera que a China participe mais, Gurría ressaltou que o país asiático não é “o salvador, mas ajudará o restante, se mantiver um crescimento”.
Ex-ministro das Relações Exteriores e de Finanças do México, Gurría lembrou que, enquanto haverá crescimento negativo no resto do mundo, a China ainda será capaz de crescer, graças ao pacote de estímulo financeiro anunciado em novembro, um dos dois maiores anunciados, junto ao dos Estados Unidos.
Pequim anunciou um investimento de 4 trilhões de iuanes (US$ 585 bilhões) destinados à infraestrutura e ao desenvolvimento social, menos do que os US$ 787 bilhões do pacote de Washington.
O mexicano anunciou que o resultado final das previsões da OCDE para este ano serão divulgados no próximo dia 31.
A previsão desta instituição segue a linha do que foi anunciado pelo Banco Mundial (BM) esta semana.
O BM prevê um crescimento de 6,5% para a China, devido à redução das exportações, base de crescimento do país asiático até agora, enquanto o Fundo Monetário Internacional (FMI) prevê 6,7%.
A China precisa crescer entre 7% e 8 % para criar cerca de 9 milhões de empregos e manter a estabilidade social. Nos últimos meses, quase 20 milhões de postos de trabalho foram eliminados no país asiático.
O secretário-geral da OCDE previu contrações na economia global em 2009 devido à recessão no Japão, EUA e União Europeia. Por isso, o crescimento da China, embora menor, ainda ajudará a manter um resultado global menos negativo.
Gurría ainda disse ser necessário “que a demanda da China e da Índia cresça”, mas que a expansão destas duas economias emergentes não será suficiente para suavizar a contração das principais economias mundiais.
Por fim, o secretário-geral falou que os 30 países-membros da OCDE vão registrar um crescimento muito negativo.