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Economia

Chile pede maior abertura de mercados europeus a seus produtos agrícolas

Arquivo Geral

24/07/2007 0h00

O ministro das Relações Exteriores chileno, website like this Alejandro Foxley, pediu hoje uma maior abertura dos mercados europeus aos produtos agrícolas do Chile e disse que deseja triplicar ou quadruplicar as trocas comerciais com a União Européia (UE) nos próximos dois anos.

Ao término do 3º Conselho de Associação entre Chile e UE, realizado em Bruxelas, Foxley disse esperar que na próxima reunião entre as partes, dentro de dois anos, o país já tenha conseguido atingir esta meta. O Chile deseja conseguir maiores cotas para suas exportações de carne, que já atingiram o nível fixado há quatro anos pela UE. O país quer ainda exportar azeite de oliva e frutos do mar ao bloco europeu, assim como serviços, segundo Foxley.

Desde que o Chile assinou um acordo de associação com a UE, em 2003, suas exportações ao bloco dobraram. O investimento da UE no Chile nos últimos quatro anos chegou a US$ 65 bilhões, o que a transforma no primeiro parceiro comercial do país.

Foxley afirmou que uma maior abertura do mercado europeu seria um “sinal político muito importante” de que o processo de associação com a UE “está se aprofundando e gerando emprego e bem-estar” no Chile.

Na opinião do chanceler, o impacto sobre a América Latina também seria “muito positivo”, em um momento no qual “há certo ceticismo” a respeito da vantagem deste tipo de acordo e uma rejeição à globalização.

O ministro disse que não está muito otimista em relação a uma conclusão positiva da Rodada de Doha para a liberalização do comércio. “Se a rodada fracassar, temos que fazer funcionar melhor os acordos comerciais que existem”, disse.

Como parte de seu acordo de associação, o Chile e a UE assinaram hoje um programa de cooperação para o período 2007-2013, ao qual UE e Chile doarão cada um € 41 milhões (US$ 56,6 milhões), que servirão para financiar projetos de coesão social.

Segundo Foxley, os fundos serão utilizados para combater a pobreza, fomentar o emprego nos setores mais vulneráveis, melhorar a cobertura do sistema de previsão da seguridade social entre os setores médios e financiar programas de educação superior.

“Se algo explica a instabilidade política da América Latina é o excesso de desigualdades”, disse. O ministro de Assuntos Exteriores português, Luis Amado, cujo país preside este semestre a UE, ressaltou na entrevista coletiva a “satisfação” do bloco com a aplicação do acordo de associação com o Chile.

O projeto inclui um diálogo político, a cooperação e aspectos comerciais e econômicos. O ministro disse que, na reunião de hoje, surgiram “novas idéias” para o desenvolvimento do acordo. Foxley pediu que este inclua o livre fluxo de pessoas, depois de criticar a “política discriminatória” de países que impõem dificuldades à entrada de cidadãos chilenos em seu território sem motivo.

Esta situação “gera uma imagem pública ruim de um acordo (de associação) que está funcionando muito bem em todos os planos”, afirmou. Segundo meios de comunicação chilenos, em 2006 os países europeus repatriaram ao Chile 411 cidadãos. Em 2007 este número já chega a 400.

O chanceler chileno sugeriu uma “maior presença política da Europa e da UE na América Latina”, o que permitiria, segundo ele, construir “convergências” para o desenvolvimento e aproveitar a experiência européia em matéria de políticas públicas.

Foxley qualificou a relação do Chile com a UE como “exemplar” e disse que ela tem um impacto muito forte na América Latina, como “exemplo” de cooperação e integração entre países com níveis de desenvolvimento diferentes.

O chanceler elogiou os passos da UE para conseguir acordos de associação com os países andinos e a América Central, a quem o Chile ofereceu sua experiência de negociação com a UE.

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