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Economia

Cheque especial é o pior recurso de empréstimo

Arquivo Geral

26/09/2011 9h37

Camilla Sanches
camilla.sanches@jornaldebrasilia.com.br

Como resistir à tentação de cair no cheque especial? Lucielena Mugarte, de 47 anos, é daquelas que quase nunca resiste. “Já fui ao banco e pedi para diminuírem ao mínimo o meu limite. Eles nos dão a corda para que a gente se enforque”, brinca. Seu salário bruto de cerca de R$ 9 mil, como professora,  é quase todo usado no pagamento de empréstimos para sanar as dívidas.

 “O consignado (descontado diretamente na conta bancária) foi a forma que encontrei para diminuir as taxas de juros do que eu devia na praça. Tomei emprestado para pagar os débitos com cartão de crédito, sobretudo, e outras contas. Agora, devo só ao banco”. Lucielena acredita que essa foi a melhor saída.

Para o professor de Economia da UnB Roberto Piscitelli, o  especial é a pior e menos aconselhável forma de empréstimo (os juros anuais, em julho,  foram de 150%). “É uma bola de neve que não para de crescer.” Segundo ele, o limite só deve ser usado em emergência. A edição de ontem do Jornal de Brasília mostrou que os brasileiros devem quase R$ 1 bilhão a essa modalidade de crédito.

Leia mais na edição impressa desta segunda-feira (26) do Jornal de Brasília.

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