O presidente dos Estados Unidos, stuff George W. Bush, disse hoje que pedirá ao Congresso a segunda parte do pacote de resgate financeiro no valor de US$ 700 bilhões, se o presidente eleito Barack Obama quiser.
Na última entrevista coletiva de seu mandato, Bush disse que “a melhor maneira de fazer isso é convencer a membros suficientes do Congresso” para que aprovem o desembolso dos US$ 350 bilhões restantes.
O Departamento do Tesouro usou a primeira metade do fundo para comprar ações nos bancos e, assim, oferecer capital. Também estendeu empréstimos às empresas automotivas Chrysler e General Motors.
Bush revelou que “não está confortável” com a decisão de oferecer ajuda aos bancos, mas disse que foi necessária.
“Wall Street se embebedou e nós sofremos a ressaca”, disse Bush, que afirmou que as medidas tomadas por seu Governo “ajudaram a descongelar o mercado de crédito” e ressaltou que este “é o primeiro passo para a recuperação”.
O presidente americano disse que teve que agir depois que seus assessores disseram que a atual crise econômica poderia ser pior que a Grande Depressão dos anos 30.
Bush alertou a Obama, que assumirá a Presidência em 20 de janeiro, que ele também terá que tomar decisões “com as quais não está confortável”.
O desemprego nos Estados Unidos está atualmente em 7,2% da força de trabalho, depois que, no mês de dezembro, houve a eliminação de mais de meio milhão de empregos.
Mesmo assim, Bush destacou que, durante seu mandato, houve 52 meses de criação de emprego ininterruptos.
O presidente também disse que está “frustrado” por não ter conseguido convencer o Congresso a aprovar os acordos de livre-comércio com a Colômbia, Panamá e Coréia do Sul.
“Achei realmente que, em um dado momento, tínhamos a oportunidade de fazer isso”, disse.
Bush se confessou “preocupado” com o protecionismo e afirmou que, em tempos de crise, existe a tentação de elevar as barreiras tarifárias.
No entanto, enfatizou que “seria um erro gigante” que os Estados Unidos se transformasse “em um país protecionista”.