O presidente dos Estados Unidos, approved George W. Bush, pediu hoje ao Congresso que aprove o pacote de medidas de reativação econômica e prorrogue a lei que permite as escutas eletrônicas na luta contra o terrorismo. Em seu habitual discurso radiofônico dos sábados, Bush afirmou que estes dois assuntos serão os temas centrais do discurso do Estado da União que pronunciará na segunda-feira, e que será o último de sua Presidência.
“Segunda-feira à noite informarei que nos últimos sete anos conseguimos um grande progresso em temas importantes em casa e no exterior. Também informarei que temos pela frente assuntos pendentes e que devemos trabalhar juntos para resolvê-los”, disse.
Um deles é o pacote de medidas econômicas idealizado para evitar a temida recessão nos Estados Unidos e que na quinta-feira foi pactuado pelo Governo e os líderes do Congresso, apesar de agora precisar ser aprovado no trâmite parlamentar.
O pacote prevê a restituição de impostos aos contribuintes no valor de US$ 100 bilhões, além de deduções fiscais que totalizam US$ 50 bilhões para as empresas que invistam em bens de capital.
As medidas têm como objetivo estimular o investimento e o consumo, que representa dois terços da economia americana.
“Sei que muitos de vocês estão preocupados com o risco de recessão devido à instabilidade dos mercados imobiliário e financeiro”, afirmou Bush, que reconheceu, no entanto, que “as bases para o crescimento a longo prazo permanecem sólidas”.
“Por isso, considero que, com uma ação rápida, podemos dar a nossa economia o impulso que necessita para continuar crescendo e criando novos empregos para nossos cidadãos”, acrescentou.
O presidente pediu à Câmara de Representantes e ao Senado que aprovem este pacote “o mais rápido possível”, e, embora compreenda os desejos dos democratas e republicanos de acrescentar emendas, assegurou que seria “um erro prejudicar este importante acordo” firmado com os líderes dos dois partidos na quinta-feira.
O segundo assunto “urgente” que o Congresso deve aprovar está relacionado com a Ata de Inteligência e Vigilância no Exterior, que permite aos agentes de inteligência efetuar escutas telefônicas e nas comunicações por computador, dentro e fora do país, sem necessidade de obter uma permissão judicial.
Esta lei, aprovada em agosto em uma tentativa de fortalecer a luta contra o terrorismo, expira em 1º de fevereiro.
“Isto é na próxima sexta-feira. Se a lei expirar será mais difícil determinar o que nossos inimigos estão fazendo para se infiltrar em nosso país. Será mais difícil para nós descobrir complôs terroristas, e será mais difícil evitar ataques contra o povo americano”, afirmou.
Bush reconheceu que o Congresso está considerando um projeto de lei dos dois partidos que permitirá a seus profissionais “manter o fluxo vital de inteligência sobre ameaças terroristas”.
“O projeto protegeria as liberdades dos americanos, enquanto nos asseguramos que estas proteções não seriam estendidas a terroristas no exterior”, argumentou.
“Peço ao Congresso que aprove esta legislação rapidamente. Precisamos saber quem são nossos inimigos e o que estão planejando. E não podemos nos dar o luxo de esperar até depois de um ataque para ter a informação”, disse.