O presidente dos Estados Unidos, cost George W. Bush, afirmou hoje que seu Governo continua pronto “para intervir, no futuro, se for necessário” e salvar mais entidades financeiras, tal como fez nesta madrugada com o Citigroup.
Na última noite, o Departamento do Tesouro, o Federal Reserve (Fed, o banco central americano) e a Corporação Federal de Seguros de Depósitos (FDIC, por sua sigla em inglês) anunciaram que investirão US$ 20 bilhões no Citigroup.
Além disso, o Tesouro dos EUA e a FDIC tentarão evitar eventuais prejuízos do banco por um valor de US$ 306 bilhões em empréstimos e valores apoiados por bens imobiliários e comerciais e outros ativos da entidade, que seguirão pertencendo ao balanço do Citi.
“Atuamos ontem à noite como fizemos anteriormente, e no futuro voltaremos a fazê-lo se for necessário”, disse Bush em uma breve declaração fora da Casa Branca, onde esteve acompanhado pelo secretário do Tesouro, Henry Paulson.
Bush disse que tinha consultado o presidente eleito Barack Obama sobre a decisão, e que seu gabinete econômico se mantém em “estreito contato” com a equipe de transição do Governo que terá início em 20 de janeiro.
Obama deve anunciar hoje às 15h (Brasília) em Chicago os nomes para os cargos de secretário do Tesouro, secretário de Comércio e presidente do Conselho Econômico Nacional.
As ações do Citigroup tinham caído 83% desde o início do ano – 60% apenas na semana passada – e o banco enfrentava a possibilidade de uma cisão ou venda, mas depois do anúncio do apoio governamental, a cotação de seus papéis subiu quase 50% nesta manhã.
O Citigroup é um dos conglomerados bancários mais conhecidos do mundo e, com ativos avaliados em cerca de US$ 2 trilhões, tem clientes em 106 países.
Na semana passada, a instituição anunciou que eliminaria 53 mil postos de trabalho.
A medida anunciada na madrugada pelo Departamento do Tesouro, pelo Fed e pelo FDIC amplia a intervenção governamental nos bancos privados americanos.