Além disso, com o fechamento de hoje, o Brent supera o recorde alcançado na sexta-feira passada, quando chegou a ser vendido a US$ 79,94, fechando a US$ 79,30 por barril.
Esta alta coincide com o recrudescimento da violência na principal região petrolífera da Nigéria, onde um trabalhador colombiano da empresa italiana Saipem foi morto hoje, após um ataque de homens armados a uma de suas produtoras de petróleo.
Outros dois empregados da companhia petrolífera italiana -um colombiano e outro filipino- se encontram desaparecidos, e caso tenham seus sequestros confirmados, se somarão à lista de mais de 200 operários estrangeiros mantidos em cativeiro nos últimos meses na Nigéria.
Segundo analistas, a situação de instabilidade no país parece ser o principal motivo de preocupação para os mercados de petróleo, uma vez que a Opep decidiu, em 11 de setembro, aumentar sua cota de produção em meio milhão de barris diários (mbd), a partir de 1º de novembro, para 27,2 mbd.
Além disso, a temporada de furacões no Golfo do México, que ameaça as instalações petrolíferas locais, também contribuiu para esta alta.
Também influenciou a tendência de alta a decisão do Federal Reserve (Fed, banco central americano) de cortar as taxas de juros para impulsionar a economia dos Estados Unidos, o que poderia incentivar o consumo de energia, com a chegada do inverno do Hemisfério Norte.