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Economia

BRB ficará mesmo com o governo local

Arquivo Geral

18/04/2009 0h00

O governador do Distrito Federal, rx José Roberto Arruda (DEM), disse que o tratamento aquém do esperado dado pelo Banco do Brasil e a recente recuperação da situação financeira do Banco de Brasília (BRB) fizeram o GDF desistir da venda da instituição local ao banco federal. “Pelo menos nas atuais condições, não há razão em vender o BRB”, disse.


“O BB não deu o tratamento que eu considerava razoável (ao negócio)”, afirmou o governador. Segundo ele, os representantes do banco federal descumpriram os prazos previstos no cronograma inicial assinado quando foi anunciada a intenção do BB de incorporar o BRB. Outro motivo citado pelo governador é que o Banco de Brasília melhorou as contas nos últimos trimestres e passou a apresentar lucros crescentes.
 “Por dez anos, o banco apresentava resultados negativos ou com lucros relativamente pequenos, algo como R$ 10 milhões. Em 2008, chegou em R$ 100 milhões e, nesse ano, deve passar dos R$ 200 milhões. Realmente, a situação mudou”, explica. Ao ser questionado se um tratamento melhor do BB e uma boa proposta financeira por parte do banco federal poderiam mudar a decisão, Arruda disse “escutaria” o BB. “Mas, sinceramente, não tenho essa perspectiva (de retomar as conversas)”.
Banco de fomento
Sem a expectativa de vender a instituição, Arruda quer transformar o BRB em um banco de fomento. Segundo ele, já foram feitas conversas com os outros governadores da Região Centro-Oeste, Governo Federal e parlamentares para pedir apoio à ideia. “O que eu queria é transformá-lo no Banco do Centro-Oeste e usar os recursos do Fundo Constitucional de Financiamento do Centro-Oeste (FCO)”, disse.


Atualmente, os recursos do fundo são operados pelo BB. Arruda, no entanto, diz que a instituição federal não é eficiente para oferecer a carteira. “O BB aplica muito mal esses recursos. O banco esconde o FCO porque tem juros menores e prefere oferecer o crédito das carteiras normais, que têm juros maiores”, disse. Após meses de negociação, Arruda demonstra muita insatisfação com a direção do BB. “O BB trocou a presidência e, até agora, ninguém nos avisou oficialmente. Nem o novo presidente, nem qualquer vice-presidente”, reclama.
“Não colocamos o BRB em leilão porque o ministro Guido Mantega (Fazenda) pediu e resolvi atendê-lo até porque os bancos privados me procuraram. Então, começamos a conversar com o BB, mas parece que o BB acha que está fazendo um favor”.
Arruda reconhece que a concentração do mercado bancário torna difícil a operação de um banco relativamente pequeno – o BRB é o 35º maior em ativos. “Essa lógica das dificuldades de bancos públicos menores, acho que é verdade. Mas acho que precisava ter o mínimo de eficiência do BB na negociação.”

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