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Economia

BRB diz ter plano de capital caso prejuízo em negócios com Banco Master seja confirmado

Banco afirma que GDF pode fazer aporte e que apurações seguem no Banco Central e em auditoria independente

Redação Jornal de Brasília

13/01/2026 15h35

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Foto: Divulgação/BRB

O Banco de Brasília (BRB) informou que uma das opções previstas, caso seja confirmado prejuízo na compra de carteiras de crédito do Banco Master, é o aporte direto do acionista controlador, o Governo do Distrito Federal (GDF), que já sinalizou a possibilidade de injeção de recursos.

O banco detalhou que a apuração sobre eventuais prejuízos relacionados aos negócios com o Banco Master, que somaram R$ 16 bilhões, segue em andamento no Banco Central. Além disso, o caso é alvo de uma auditoria independente, conduzida pelo escritório Machado e Meyer, com suporte técnico da empresa Kroll.

Em nota, o banco declarou que permanece sólido, com operações regulares e prestação integral de serviços financeiros, incluindo crédito, investimentos e atendimento em canais digitais e presenciais. A instituição destacou ainda que possui patrimônio líquido de R$ 4,5 bilhões e patrimônio de referência de R$ 6,5 bilhões.

O BRB também informou que é credor na liquidação extrajudicial do Banco Master e que reforçou seus controles internos, mantendo as carteiras dentro dos padrões exigidos pelos órgãos reguladores e de controle.

As declarações ocorrem no contexto da Operação Compliance Zero, que investiga um suposto esquema de emissão e negociação de títulos de crédito falsos envolvendo instituições do Sistema Financeiro Nacional, entre elas o BRB, onde policiais realizaram buscas.

Apuração

A Polícia Federal apura uma suposta fraude de R$ 12 bilhões nas carteiras de crédito vendidas pelo Banco Master ao BRB. Em novembro de 2025, a PF prendeu o proprietário do Master, Daniel Vorcaro, outros executivos da instituição e cumpriu mandados de busca e apreensão, inclusive em endereços de gestores do BRB.

Na ocasião, o então presidente do BRB, Paulo Henrique Costa, foi afastado do cargo e substituído por Nelson Antônio de Souza.

O caso tramita sob sigilo no Supremo Tribunal Federal (STF), com relatoria do ministro Dias Toffoli, após a citação de um parlamentar no curso das investigações.

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