Soraya Sobreira
soraya.sobreira@jornaldebrasilia.com.br
Entre todas as tarifas públicas, a conta de energia elétrica foi a que apresentou maior elevação no ano passado para o brasiliense. Segundo pesquisa realizada pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) apenas para o Distrito Federal, a conta de luz ficou 7,88% mais cara em comparação com 2009. Em dezembro, por exemplo, o consumidor gastava, em média, R$ 43,68. Um ano depois passou a custar R$ 47,12.
O peso dos valores da energia elétrica colaborou para o aumento de 1,34% nos gastos com tarifas públicas e preços administrados pelo governo no ano passado. Além da energia elétrica, outros reajustes de tarifas públicas pesaram no orçamento da população. São eles: água e esgoto (+4,33%), álcool (+3,02%), gasolina (+1,98%) e telefone fixo (+0,65%). Assim, o custo da cesta de tarifas ficou em R$ 438,82 em dezembro do ano passado, contra R$ 433,03 registrados em dezembro de 2009. Outras tarifas públicas, como transporte público (cujo preço manteve-se estável) e gás doméstico (cujo preço caiu 13,84%) ajudaram a atenuar o desfalque no orçamento doméstico.
A auxiliar de consultório bucal Alíria Sandra Batista, 28 anos, conta com a estabilidade neste ano para gastar menos com tarifas públicas. “Se os valores aumentarem mais algumas pessoas terão dificuldades para pagar suas despesas. Se não tem como diminuir que pelo menos se estabilize”, opina. Ela paga na conta de energia da casa onde mora, um valor entre R$ 100 e R$ 200″, revela. A renda da família, com cinco pessoas, não ultrapassa R$ 3 mil.
Leia mais na edição desta quinta-feira (20) do Jornal de Brasília