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Economia

Brasil terá taxa de desemprego estruturalmente menor, afirma Mansueto Almeida

“O desemprego normal do Brasil agora vai ser algo na casa de 6,5%, 7% ou até menos, o que significa um enorme desafio para todas as empresas”

Redação Jornal de Brasília

15/08/2025 21h19

Foto: Divulgação

São Paulo, 15 – O economista-chefe do BTG Pactual, Mansueto Almeida, disse na quarta-feira, 13, que o Brasil terá daqui para frente uma taxa de desemprego estruturalmente mais baixa, de forma que os efeitos da política monetária deixam de aparecer de forma clara no mercado de trabalho. Isso explica por que, apesar de sinais de desaceleração nas vendas do varejo e na produção industrial, os juros altos ainda não levam a mais desemprego.

Em participação no painel sobre o cenário macroeconômico do AgroForum, evento promovido pelo BTG, Mansueto ponderou que o impacto dos juros altos vai ser mais evidente nos indicadores de atividade, e não de emprego.

“O desemprego normal do Brasil agora vai ser algo na casa de 6,5%, 7% ou até menos, o que significa um enorme desafio para todas as empresas”, comentou o economista, lembrando que no passado a taxa neutra de desemprego, aquela que não pressiona a inflação, era de 10%.

O desafio para que o crescimento não seja afetado pela falta de trabalhadores será aumentar a produtividade, e isto exige investimento em educação e inovação, emendou Mansueto.

O economista-chefe do BTG observou que os jovens, mesmo os com pouca qualificação, estão encontrando emprego com mais facilidade, em razão da revolução nos serviços causada pelos aplicativos de entrega e de mobilidade.

Além disso, acrescentou, o fortalecimento do Bolsa Família – um programa que entre 2003 e 2019 girava ao redor de R$ 40 bilhões e passou para R$ 170 bilhões – está afetando a oferta de trabalho.

Estadão Conteúdo

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