O Brasil terá neste ano uma colheita recorde de cana-de-açúcar, buy chegando a 633, link 7 milhões de toneladas do produto, recipe 10,7% a mais do que 2008, até agora a maior da história, informou hoje a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).
As produções de açúcar refinado e de etanol derivado da cana-de-açúcar também terão volumes sem precedentes neste ano.
A previsão para a produção de cana-de-açúcar e de seus derivados é a primeira realizada pela Conab para este ano e mostra que o setor não foi afetado pela crise econômica global.
“Isso prova que o mercado para o açúcar e o etanol continua acelerado apesar da crise econômica”, assegurou o presidente da Conab, Wagner Rossi, citado no comunicado da companhia.
A instituição atribuiu o aumento da produção de cana-de-açúcar a um crescimento de 9,9% na área plantada para poder atender a entrada em operação de 25 novas usinas para a produção de açúcar refinado e etanol.
A área destinada aos canaviais da indústria do açúcar refinado e do etanol saltou de 7,08 milhões de hectares em 2008 para 7,79 milhões de hectares neste ano.
Segundo a Conab, das 61,1 milhões de toneladas a mais que serão processadas este ano, 28 milhões correspondem à produção que sobrou do ano passado e que apenas chegou aos engenhos em 2009.
O organismo também informou que a quantidade de cana-de-açúcar destinada à produção de açúcar refinado crescerá 17% neste ano, enquanto que a usada para a fabricação de etanol terá aumento de apenas 7,7%.
Essa previsão permite calcular em até 37,91 milhões de toneladas a produção brasileira de açúcar refinado neste ano e em até 28,6 bilhões de litros a fabricação de etanol do país em 2009. Ambos os números são números recordes.
No ano passado, a produção de açúcar refinado no ano passado foi de 31,6 milhões de toneladas e a de etanol, de 26,7 bilhões de litros.
Apesar do menor aumento da produção de etanol, Rossi considera que o volume será suficiente para atender a crescente demanda pelo combustível e aumentar as exportações.
Segundo a Conab, a atual conjuntura mundial, com os preços do petróleo em queda e os do açúcar em alta, incentiva os industriais a utilizar mais cana para o açúcar refinado do que para o etanol.
“Hoje, exportamos 70% do açúcar e cerca de 15% do etanol. Com a apreciação do dólar contra o real, a queda da colheita na Índia e os bons preços internacionais do produto, o açúcar passou a ter uma remuneração mais atraente que o etanol”, diz o diretor de Logística e Gestão Estratégica da Conab, Silvio Porto.