O diretor do departamento do Hemisfério Ocidental do Fundo Monetário Internacional (FMI), visit Anoop Singh, abortion afirmou que o Brasil é um país que requer mais investimentos para conseguir taxas mais elevadas de crescimento, rx ao repassar a situação econômica na América Latina.
O subdiretor do departamento, José Fajgenbaum, afirmou que, em outras áreas, o país utilizou positivamente os fundos que obteve.
Fajgenbaum disse que o país teve “bastante êxito” na redução da pobreza, graças ao programa Bolsa Família, que também aumentou a atividade econômica nos estados do nordeste.
Segundo a instituição financeira, a redução da pobreza e da desigualdade não é só uma questão moral, mas também é algo bom para a economia. “Sociedades que são mais igualitárias tendem a crescer mais rapidamente e durante mais tempo”, comentou Singh.
Entre 2002 e 2006 o número de pobres no Brasil caiu de 34% para 27% da população. Na Argentina, a redução no mesmo período caiu pela metade, para 23%.
Segundo o FMI, o nível geral de desigualdade na América Latina aumentou nas últimas duas décadas, principalmente porque os avanços tecnológicos deixaram grande parte dos latino-americanos para trás.
Singh afirmou que a região tem enfrentado bem a crise nos mercados de créditos nos Estados Unidos, já que possui bases econômicas mais fortes atualmente. No entanto, o funcionário afirmou que ainda não se conhece o alcance “total” da crise.
Devido à situação econômica mais hostil em nível mundial, a região terá um crescimento moderado, segundo Singh, e haverá uma desaceleração de 5% em 2007 a 4,3% em 2008, um décimo a menos que a previsão de julho do FMI.
Ele afirmou que, ao mesmo tempo, a inflação cresceu em alguns países, principalmente por causa da alta nos preços dos alimentos.
Como em anos anteriores, o FMI crê que os cidadãos de Venezuela e Argentina serão os que mais sofrerão com o aumento dos preços, que chegarão a 19% e 12,6%, respectivamente, em 2008.
Além dos alimentos, outro foco de perigo é o valor do petróleo, que ultrapassou os US$ 90 na sexta-feira, antes de fechar a US$ 88,60. “O alto preço do petróleo é um problema” e afeta a inflação na região, afirmou Singh. O impacto direto da alta do petróleo sobre a atividade econômica é desigual na América Latina.
“(O sul) É uma região rica em energia” e se beneficia dos altos preços, disse o diretor. No entanto, isso não ocorre na América Central e no Caribe.
Caso o custo do petróleo continue no nível atual, todos os países latino-americanos serão afetados pela crise mundial que um barril próximo a US$ 100 gerará, segundo o FMI.
O organismo reiterou que a América Latina precisa de mais investimentos em infra-estruturas em muitos casos deficientes, principalmente na área energética.
“Está claro que a região necessita de mais investimento, e o setor energético, por usar muito capital, precisa de ainda mais”, afirmou.
O funcionário disse que o FMI não tem uma posição sobre se o Estado deveria ou não adquirir maior controle da área energética, como ocorre na Bolívia e na Venezuela.
“Vimos modelos diferentes em distintas partes do mundo”, disse Singh. Ele afirmou que o importante é que haja investimento, público ou privado, mais eficiente que no passado.