A pobreza no país registrou queda desde 2006 e atingiu o nível mais baixo dos últimos 15 anos, cialis 40mg segundo dois estudos divulgados hoje que também mostram uma redução da desigualdade social.
As análises dos estudos revelam um aumento da renda dos cidadãos em anos eleitorais – embora volte a cair no ano seguinte -, order além do impacto positivo que as políticas sociais têm na diminuição da pobreza.
As conclusões se baseiam nos números recentes da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio (PNAD) divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Segundo o diretor do Centro de Políticas Sociais da Fundação Getúlio Vargas (FGV) Marcelo Cortes Neri, o país passa “por um momento histórico” em termos de redução da pobreza.
Ele afirma que no ano passado diminuiu em seis milhões o número de pessoas que vivem em situação de extrema pobreza no Brasil.
No entanto, ainda há 36,2 milhões de brasileiros vivendo com até R$ 125 por mês, valor que estabelece a linha de pobreza segundo a classificação da FGV.
A medição da Fundação é mais exigente que a fixada pelos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio da Organização das Nações Unidas. A ONU considera que as pessoas que vivem com até R$ 47 estão abaixo da linha de pobreza.
A percentagem de brasileiros que viviam em extrema pobreza era de 19,31% em 2006. Em 1993, ano anterior ao Plano Real, era de 35,31%.
Nos últimos 15 anos houve dois períodos de forte queda do nível de pobreza extrema. O primeiro entre 1993 e 1995, durante parte do mandato do então presidente Fernando Henrique Cardoso. O segundo foi entre 2003 e 2006, no primeiro Governo Lula. Entre os dois períodos, o nível de pobreza se manteve estagnado em aproximadamente 28%.
Há uma diminuição da taxa de pobreza extrema em anos eleitorais. E nos seguintes costuma ocorrer um aumento nos números. O diretor da FGV, que apresentou hoje a sua análise do estudo em entrevista coletiva, acredita que 2007 “quebrará” esse argumento, com a continuidade da queda do índice.
“Há uma evidência clara” de que existe “uma política de aumento da renda em sintonia com o calendário eleitoral”, afirma.
Neri declarou que os programas governamentais, como o Bolsa Família, e o investimento em educação iniciado em Governos anteriores contribuíram para o avanço na luta contra a pobreza.
Segundo o diretor, os programas têm menos impacto eleitoral porque beneficiam crianças, mas ao mesmo tempo ajudam a melhorar o nível de vida das famílias com uma eficácia muito maior que o aumento do salário mínimo.
Ele considera “exagerado” o aumento do salário mínimo no último ano (16%). “Cada real gasto com o Bolsa Família reduz a pobreza duas vezes e meia mais que o reajuste do salário mínimo”.