O saldo do fluxo cambial no Brasil, sildenafil ou seja, a diferença entre a entrada e a saída de dólares, foi positivo em US$ 3,134 bilhões em maio, o maior valor nos últimos 13 meses, informou hoje o Banco Central.
O saldo positivo de maio foi mais que o dobro do de abril (US$ 1,43 bilhão) e reverteu os resultados negativos dos meses anteriores provocados pela fuga de divisas gerada pela crise econômica global.
O Brasil não registrava uma entrada tão superior à saída de dólares desde abril de 2008, quando o saldo foi positivo em US$ 6,7 bilhões.
A forte entrada de moeda estrangeira em maio permitiu que o balanço acumulado no ano, que até abril era negativo, passasse a ser positivo em US$ 1,59 bilhão.
O valor, no entanto, é muito inferior aos US$ 15,811 bilhões de fluxo cambial positivo que o Brasil registrou nos primeiros cinco meses do ano passado.
O fluxo cambial em maio foi favorecido especialmente pelo resultado da conta financeira (mercados, investimentos e remessas), que deixou um saldo positivo de US$ 1,53 bilhão, decorrente de entradas de US$ 27,538 bilhões e saídas de US$ 25,955 bilhões.
Na conta comercial (principalmente balança comercial), o saldo foi positivo em US$ 1,551 bilhão, como resultado de entradas por US$ 12,39 bilhões e saídas por US$ 10,838 bilhões.
Apesar da preocupação gerada com esta entrada de capital especulativo de curto prazo, o presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, descartou hoje em um comparecimento no Congresso que o Governo analise a possibilidade de aumentar os impostos sobre os investimentos estrangeiros voltados aos mercados financeiros.
“Essa medida não se justifica por enquanto devido a que grande parte da entrada de dólares ao Brasil em maio se concentrou em investimento produtivo direto (cerca de US$ 1,5 bilhão) e na compra de ações de empresas brasileiras na bolsa de valores, e o imposto taxa os recursos que buscam renda fixa”, disse.