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Economia

Brasil otimista com acordo Mercosul-UE apesar de adiamentos, afirma Alckmin

O vice-presidente Geraldo Alckmin reiterou a importância estratégica do tratado em meio a instabilidades globais, apesar de resistências na França e Itália.

Redação Jornal de Brasília

06/01/2026 18h52

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Foto: Ciete Silvério

O vice-presidente da República e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, expressou otimismo quanto ao acordo de livre comércio entre o Mercosul e a União Europeia durante entrevista nesta terça-feira (6), ao anunciar os resultados da balança comercial brasileira de 2025.

Alckmin destacou que as negociações estão bem encaminhadas, apesar do adiamento da assinatura prevista para dezembro, durante a cúpula do Mercosul. O atraso decorre da falta de consenso entre os países europeus, com resistências principais vindas de agricultores franceses e de uma ala conservadora na Itália. O presidente francês, Emmanuel Macron, condicionou o apoio da França à inclusão de novas salvaguardas para proteger os produtores rurais.

A Comissão Europeia informou avanços nas negociações na segunda-feira (5), mas não há data confirmada para a assinatura. Após eventual aprovação, o tratado precisará passar por trâmites no Brasil, incluindo análise no Congresso Nacional, e na Europa, com aval do Conselho Europeu, Parlamento Europeu e ratificação pelos 27 países-membros.

Para Alckmin, o acordo é crucial em um cenário de guerras, conflitos geopolíticos e protecionismo crescente, posicionando-se como o maior tratado comercial do mundo e reforçando o multilateralismo. Ele mencionou a orientação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva para priorizar o diálogo.

Além do pacto com a UE, o governo planeja avançar em 2026 com negociações para tratados com os Emirados Árabes Unidos e ampliação de preferências tarifárias com Índia, México e Canadá.

No contexto do comércio exterior, Alckmin apontou o crescimento de 5,7% nas exportações brasileiras em 2025, superando em mais que o dobro a projeção global de 2,4% da OMC. A Argentina foi o principal destino de expansão, com alta de 31,4% nas importações de produtos brasileiros, especialmente no setor automotivo.

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