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Economia

Brasil oferece ao Panamá cooperação em etanol e obras do Canal

Arquivo Geral

25/05/2007 0h00

Uma operação da Polícia Federal (PF) prendeu hoje oito integrantes de uma quadrilha que fraudava atestados e laudos médicos para a liberação de benefícios nos postos do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) em Campos dos Goytacazes, website like this side effects Norte fluminense.

Quatro médicos peritos e outras quatro pessoas que agenciavam o esquema foram detidas. A investigação começou há cerca de seis meses. Nesse período, about it outras cinco pessoas haviam sido presas em flagrante.

Documentos, viagra CDs com informações sobre o esquema e atestados médicos também foram apreendidos na casa dos envolvidos.

De acordo com o delegado da PF de Campos, Ronaldo Menezes, no último dia 15, os policiais apreenderem atestados falsos, documentos e remédios. “Com as informações da operação da semana passada, conseguimos levantar subsídios suficientes para realizarmos as buscas de hoje”.

Ele informou que a quadrilha atuava havia tempo, usando intermediários. “Uma vez no INSS, os peritos concediam, mediante atestado médico falso, benefícios previdenciários”. Os suspeitos tiveram as contas bancárias bloqueadas e vão responder pelos crimes de estelionato e formação de quadrilha. No caso dos médicos, eles também respondem por corrupção.

A PF estima que os benefícios falsos representavam um rombo de mais de R$ 1 milhão por ano. Os médicos cobravam até R$ 300 para emitir os atestados falsos e, em alguns casos, a quantia era cobrada mensalmente.

Com a deflagração das duas operações, foram apreendidas duas relações de nomes. A PF vai cruzar os dados e pedir levantamento do INSS para apurar se as pessoas listadas possuem benefício fraudado, e instaurar o inquérito.

Desde o início da investigação, já foram indiciados 39 suspeitos pelo crime de estelionato e foram instaurados 52 inquéritos. A Polícia Federal informou que mais de cem pessoas podem estar envolvidas no esquema. Os 27 policiais cumpriram 13 mandados de busca e apreensão e oito de prisão temporária.


O presidente Luiz Inácio Lula da Silva propôs hoje ao colega panamenho, search Martín Torrijos, look cooperação para1 o desenvolvimento da indústria do etanol e falou sobre o interesse do Brasil nas obras de ampliação do Canal do Panamá.

Os temas de biocombustíveis e construção dominaram a reunião que os dois presidentes tiveram hoje no Palácio do Planalto, na primeira visita oficial de Torrijos ao Brasil como presidente.

“Estamos prontos para contribuir com seu governo nessa empreitada. Podemos contribuir com capacidade empresarial e tecnológica, internacionalmente reconhecida, das empresas brasileiras nos setores de construção civil e engenharia”, disse Lula em discurso ao lado de Torrijos.

O presidente afirmou que os empresários brasileiros estão dispostos a apostar no Panamá.

De acordo com fontes panamenhas, esses assuntos também foram discutidos em reuniões de ministros dos dois países.

Na reunião presidencial também foram abordados assuntos relacionados ao comércio bilateral, que no ano passado somou US$ 319 milhões, com superávit de US$ 293 milhões para o Brasil.

Nesse sentido, ficou acertado “abrir um depósito de produtos brasileiros no Panamá o quanto antes”, para usar o istmo como grande centro de distribuição para América Central, Estados Unidos e a região do Pacífico, disse um porta-voz da delegação panamenha.

Torrijos reafirmou o compromisso do Panamá de se transformar numa zona de contato entre os países do Mercosul e a América Central e numa plataforma para que as empresas brasileiras melhorem seu acesso ao mercado americano.

Disse também que as negociações entre o Panamá e os EUA sobre o Tratado de Livre-Comércio (TLC) devem ser concluídas em junho, considerando que, disse modo, o Panamá se transformará numa ponte ideal para empresas brasileiras que pretendem ingressar no mercado americano, inclusive na área de etanol.

Os EUA integram o grupo dos principais compradores de etanol produzido pelo Brasil a partir da cana-de-açúcar, mas aplica altas taxas de importação ao produto. Se o combustível for fabricado e exportado pelo Panamá, estes impostos poderiam ser reduzidos a zero.

Durante a visita de Torrijos, vários acordos de cooperação foram assinados, entre os quais há um em que o Brasil oferece ao Panamá experiência para o desenvolvimento de projetos de biocombustíveis, com ênfase no etanol.

Segundo o presidente do Panamá, o país tem atualmente 25 mil hectares plantados de cana-de-açúcar, mas seu potencial chega a 240 mil hectares, que poderiam ser usados para a indústria energética.

Sobre a futura ampliação do Canal do Panamá, Torrijos garantiu que se trata de “um grande projeto de integração latino-americana que ajudará todos a melhorar a produtividade de nossas economias e a capacidade exportadora de nossos países”.

O custo das obras, que começarão a ser licitadas este mesmo ano, foi estimado em US$ 5.200 milhões.

De acordo com Torrijos, trata-se de um dos maiores projetos de infra-estrutura previstos na América Latina para os próximos anos e atrai empresas “de todo o mundo”.

Construtoras brasileiras, como Camargo Correa, Andrade Gutierrez e Odebrecht – que já constrói uma estrada e um sistema de irrigação no Panamá – já manifestaram interesse no projeto.

Durante o discurso, Lula defendeu a competência dessas empresas e disse que “estão prontas” para dar outra prova de “excelência” com as obras de ampliação do Canal do Panamá.

Após a reunião e o almoço que teve com Lula, Torrijos viajou para São Paulo, onde amanhã, antes de retornar ao Panamá, visitará a Cooperativa de Produtores de Cana-de-Açúcar, Açúcar e Álcool do Estado de São Paulo (Copersucar), uma das maiores produtoras de álcool etílico do mundo.

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