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Economia

Brasil lidera ranking de juros reais mesmo após corte da Selic

Taxa real brasileira passou de 9,30% ao ano, no levantamento de agosto, para 8,45% ao ano

Redação Jornal de Brasília

16/09/2026 19h11

economia do brasil

Foto: Freepik

FOLHAPRESS

Apesar do corte na taxa básica de juros (Selic) para 13,75% ao ano, o Brasil manteve a primeira posição no ranking mundial de juros reais (descontada a inflação).

A taxa real brasileira passou de 9,30% ao ano, no levantamento de agosto, para 8,45% ao ano, segundo ranking elaborado pelo Portal MoneYou e pela Lev Intelligence.

Nesta quarta (16), o Copom (Comitê de Política Monetária) do Banco Central cortou a taxa básica de 14% para 13,75% ao ano.

O Brasil possui juros reais mais elevados do que Rússia (6,79%), Colômbia (6,33%), Turquia (6,25%), México (3,08%), África do Sul (2,93%) e Argentina (2,69%), para citar os países de destaque no levantamento, que reúne 40 economias que possuem uma taxa média de 1,62% ao ano.

A taxa real é calculada pela combinação da inflação projetada para os próximos 12 meses (4,71%, via relatório Focus do Banco Central) e da taxa de juros a mercado no vencimento 12 meses à frente.

Em termos nominais, a taxa brasileira (13,75%) ocupa a quarta posição no ranking mundial, ficando abaixo de Turquia (37%), Argentina (29%) e Rússia (14%), mas acima de Colômbia (12%), África do Sul (7%) e México (6,50%) –a média dos 40 países é de 5,47% ao ano.

Considerando uma amostra mais ampla, entre 164 países, 72,56% mantiveram os juros, 21,34% elevaram e 6,10% cortaram na última reunião dos seus bancos centrais.

A consultoria destaca que as perspectivas inflacionárias foram majoritariamente revisadas para cima pelo mercado nos países do ranking, criando uma série significativa de juros reais mais baixos e negativos, em meio ao cenário adverso e ainda em aberto com o conflito no Oriente Médio.

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