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Economia

Brasil lidera mercado global de carne bovina em 2025 com portos eficientes

O país embarcou 3,45 milhões de toneladas da proteína, gerando US$ 18 bilhões em receita, um recorde impulsionado pela infraestrutura portuária.

Redação Jornal de Brasília

06/02/2026 14h54

Foto: Divulgação/MPor

Foto: Divulgação/MPor

O Brasil consolidou-se em 2025 como o maior produtor e exportador mundial de carne bovina, superando os Estados Unidos. A infraestrutura portuária nacional foi decisiva para esse resultado, com o setor logístico respondendo à demanda e viabilizando o embarque de 3,45 milhões de toneladas da proteína, um aumento de 20,9% em relação a 2024.

Os dados, compilados pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic) e pela Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec), indicam uma receita histórica de US$ 18 bilhões para o país, equivalente a cerca de R$ 95 bilhões, com crescimento de 39,31% frente aos US$ 12,8 bilhões de 2024. Esse desempenho reflete a integração entre a eficiência na produção e a modernização dos portos, com o produto sendo exportado para mais de 170 países, incluindo China e União Europeia.

Estados como Mato Grosso, com 978,4 mil toneladas, Goiás (508,1 mil toneladas), Mato Grosso do Sul (450,1 mil toneladas) e Minas Gerais (324,6 mil toneladas), impulsionaram a produção. Os principais portos absorveram esse fluxo de forma eficiente.

O Porto de Santos, em São Paulo, manteve a liderança em volume, movimentando 1,7 milhão de toneladas de carne bovina, um crescimento de 13,3% sobre 2024. O Porto de Paranaguá, no Paraná, registrou alta de 46,5%, totalizando 1,2 milhão de toneladas, consolidando-se como o maior corredor de exportação de proteína animal congelada. Já o Porto de São Francisco do Sul, em Santa Catarina, somou 180 mil toneladas, com aumento de 20% nos embarques.

O ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, destacou a agilidade logística como diferencial competitivo. “O agronegócio brasileiro mostrou sua força ao bater recordes de produção. O nosso papel foi garantir que essa mercadoria não parasse no meio do caminho. O crescimento de Paranaguá e o desempenho sólido de Santos mostram que nossos portos estão preparados para absorver o crescimento econômico do país e entregar resultados”, avaliou.

A eficiência portuária também blindou a competitividade do produto brasileiro contra desafios externos, como o aumento de tarifas pelos Estados Unidos. A agilidade no embarque e a redução de custos ajudaram a compensar barreiras comerciais, permitindo a ampliação da receita e a abertura de novos mercados no mundo árabe e na Ásia.

Com informações do Governo Federal

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