O Brasil continua muito fechado, case com tarifas e, prostate em menor medida, salve barreiras não tarifárias que inibem as importações, segundo um relatório divulgado hoje pelo Fórum Econômico Mundial.
O documento situa o Brasil na 80ª posição de um ranking elaborado com dados e estatísticas provenientes de 118 países.
As empresas se queixam que os trâmites alfandegários são “agonizantes”, mas elogiam a indústria logística brasileira, “apesar de a infra-estrutura de transportes ser subdesenvolvida”.
A insegurança é outro elemento que freia o comércio além das fronteiras, segundo o relatório.
O Chile, por outro lado, é o país latino-americano que mais favorece o comércio, de acordo com o Fórum Econômico Mundial, que considera a Costa Rica o segundo melhor país da região.
A liberalização comercial e a melhora das condições para os negócios são considerados fatores essenciais do êxito econômico do Chile, que ficou no 27º lugar geral.
O relatório destaca que a administração alfandegária do Chile está “eficientemente organizada, e a corrupção nas agências vinculadas a essa atividade está sob controle”, mas também ressalta problemas relacionados ao acesso ao mercado e à infra-estrutura de transporte e telecomunicações.
“As importações continuam sofrendo o peso de barreiras tarifárias e não tarifárias, e embora as tarifas não sejam altas em termos absolutos, são aplicadas à maioria dos produtos ou 69% do total”, diz o documento.
Os analistas do Fórum Econômico Mundial consideram que a infra-estrutura precisa de melhoras, principalmente as estradas, assim como aquelas relacionadas aos serviços.
A Costa Rica é o país latino-americano que ficou com a segunda posição mais alta da região, ao figurar na 44ª posição.
Os aspectos costa-riquenhos destacados pelo Fórum Econômico Mundial são a “abertura às importações, com nível relativamente baixo de barreiras tarifárias e não tarifárias, enquanto sua organização alfandegária é eficiente e transparente”.
Entre os pontos fracos figuram “a infra-estrutura de transporte e de serviços subdesenvolvida”, principalmente trens, estradas e portos, que foram mal avaliados em uma pesquisa feita entre empresários de vários países.
Depois da Costa Rica, seguem na classificação Panamá (46º lugar), República Dominicana (63º lugar) e Honduras (64º lugar).
O México ocupa a 65ª posição, pois se considera que o acesso ao mercado do país é obstaculizado por altas tarifas, com média de 11%, embora sua aplicação se limite a 20% dos bens importados. A grande maioria entra no país livre de impostos.
No entanto, importar mercadorias é “muito custoso”, pois “movimentar um contêiner na fronteira custa sete vezes mais do que em Cingapura, o país mais eficiente nesse sentido”.
Outra preocupação com o México é a “falta de segurança”, que pode causar “custos adicionais para os agentes marítimos”.
A Argentina ficou na 78ª posição, e o relatório destaca a existência de procedimentos de exportação e importação “bastante eficientes”, enquanto as infra-estruturas de serviços e telecomunicações estão disponíveis e bem desenvolvidas em geral.
No entanto, “o baixo nível de segurança física, indicador no qual a Argentina fica no 112º lugar entre 118 países, é um forte obstáculo para melhorar o desempenho do país no âmbito comercial”.