O secretário de Comércio Exterior do ministério, abortion Armando Meziat, online afirmou, em entrevista coletiva, que foram levados em consideração os excelentes números no comércio exterior até julho para subir a meta.
“As exportações estão crescendo acima do previsto. A exportação deixou de ser oportunidade e passou a ser a estratégia das empresas”, disse Meziat.
A meta de exportações ajustada em março era de US$ 152 bilhões para todo o ano.
“Também há uma melhoria da produtividade e maior valor agregado no produto exportado”, acrescentou o secretário, ao comentar sobre os resultados da balança comercial do fechamento de julho.
Nos últimos 12 meses, terminados em julho, as exportações tiveram uma alta de 17,7% em comparação ao mesmo período imediatamente anterior e chegaram ao número histórico de US$ 150,433 bilhões, segundo os dados do Ministério.
As importações chegaram a US$ 105,183 bilhões no fechamento de julho, um aumento de 27,2% frente ao período comparado.
O saldo anual da balança comercial teve um superávit de US$ 45,250 bilhões, uma pequena queda frente aos US$ 45,339 bilhões aferidos nos 12 meses terminados em julho de 2006.
O Brasil vive um aumento acelerado das importações, muito superior às exportações, apesar de um superávit comercial sólido.
Entre janeiro e julho deste ano as vendas externas foram de US$ 87,334 bilhões, com um aumento de 16,9% em relação aos primeiros sete meses do ano passado.
As importações foram de US$ 63,349 bilhões, uma alta de 27,9% frente ao período comparado. O superávit comercial de janeiro a julho de 2007 foi de US$ 23,985 bilhões. No entanto, no mês de julho esse superávit foi de US$ 3,340 bilhões, 40,8% inferior ao mesmo mês em 2006, que ficou em US$ 5,660 bilhões.
Alguns empresários e economistas atribuem a crescente diminuição do superávit comercial ao aumento das importações baratas estimuladas por uma forte revalorização do real frente ao dólar.
A revalorização do real também seria responsável pela perda de competitividade de alguns produtos no mercado internacional. Neste ano, a revalorização é de 10% e acumula quase 40% nos últimos três anos e meio.
Os analistas calculam um superávit de US$ 43,8 bilhões para o final do ano. O Banco Central previu que será de US$ 40 bilhões, abaixo do recorde de 2006, um saldo positivo de US$ 46 bilhões.