O Instituto Brasileiro de Siderurgia (IBS) melhorou hoje sua previsão de vendas de aço no mercado interno em 2008 pelo bom resultado do primeiro trimestre, pharm mas reduziu a do mercado externo pela freada forte das exportações.
As empresas siderúrgicas brasileiras elevaram para 23,2 milhões de toneladas o cálculo do consumo interno para este ano, o que representa um crescimento de 13,1%, em relação a 2007; e 2,4 pontos a mais que a previsão anterior, segundo um comunicado divulgado hoje pelo IBS.
A modificação das perspectivas foi feita em função da melhora da demanda interna no primeiro trimestre, que cresceu 22,5% com relação ao mesmo período do ano passado, totalizando 5,5 milhões de toneladas.
O IBS reduziu sua previsão de crescimento das exportações para 11,9 milhões de toneladas. Este número é 15,9% superior às vendas internacionais de aço brasileiro em 2007, mas dois pontos percentuais inferior à quantidade sugerida no início do ano.
As previsões sobre o total da produção de aço foram mantidas estáveis, em 37,6 milhões de toneladas, volume que supera em 11,7% a quantidade de 2007.
Mas a longo prazo, o IBS considerou que a produção brasileira alcançará os 63 milhões de toneladas em 2013, graças aos investimentos projetados pelas empresas do setor, no valor de US$ 32,9 bilhões.
Esta capacidade poderia ser elevada para 80,6 milhões de toneladas em 2015 ou 2016, com investimentos adicionais de US$ 12,8 bilhões, segundo o IBS.
Até esse ano, a demanda interna do Brasil deverá crescer para 40 milhões de toneladas anuais, a um ritmo de 7,7% anual, quantidade que “duplica” o crescimento do consumo mundial, segundo explicou o IBS em comunicado.