Representantes do Brasil e da Comissão Européia (CE), help órgão executivo da União Européia (UE), sales debatem hoje e sexta-feira as restrições impostas à importação de carne bovina brasileira, as quais na prática implicam em uma proibição das vendas do produto aos países do bloco.
Participam das reuniões, que têm caráter técnico, o secretário de Defesa Agropecuária do Ministério da Agricultura, Inácio Kroetz, e altos funcionários da direção geral de Saúde e Consumo da CE.
Segundo informações dadas pelo Governo federal nesta semana, a discussão estará centrada na lista de fazendas autorizadas a exportar carne para a UE, ponto no qual há divergências entre brasileiros e europeus.
Desde 31 de janeiro, a UE suspendeu as importações de carne bovina brasileira com a entrada em vigor de exigências que, segundo fontes da CE em Bruxelas, por enquanto não são atendidas por nenhuma interessada em exportar para os países do bloco europeu.
Segundo fontes da UE, a entidade propôs autorizar uma lista de 300 fazendas certificadas em vez das mais de 2.500 sugeridas pelo Brasil, algo inaceitável para o Governo federal.
O bloco pediu relatórios completos das inspeções com o objetivo de garantir que os estabelecimentos cumpram todos os requisitos pedidos pela UE.
O Brasil deve apresentar à CE nas reuniões que começam hoje uma relação de mais de 600 fazendas.
Os europeus estão à espera das garantias oferecidas pelo Governo brasileiro e devem determinar quais fazendas poderão exportar carne bovina para o bloco e quais terão que aguardar a vinda de uma missão do Escritório de Alimentos e Veterinária da CE.
O Brasil é o país que mais exporta carne bovina no mundo e é o maior fornecedor da UE: 65,9% do volume do produto importado pelos países do bloco vêm de fazendas brasileiras, segundo dados da CE relativos a 2006.
Entretanto, a CE assegurou que não teme problemas de escassez de carne bovina e que o vazio poderia ser ocupado por exportações vindas de países como a Argentina, Austrália e Uruguai.
O Governo brasileiro diz acreditar em que esses exportadores não vão suprir a demanda de carne bovina da Europa.