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Economia

Brasil e Quênia defendem parcerias com a China no G7

Lula e William Ruto saíram em defesa dos vínculos econômicos com Pequim durante a cúpula na França, em meio às críticas das potências ocidentais à economia chinesa.

Redação Jornal de Brasília

18/06/2026 17h10

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Foto: Ricardo Stuckert / PR

Brasil e Quênia defenderam, durante a cúpula do G7 na França, as parcerias que países em desenvolvimento mantêm com a China, em meio às críticas dos líderes das potências ocidentais contra Pequim.

Em reunião com os presidentes do G7, o presidente brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva, e o presidente do Quênia, William Samoei Ruto, afirmaram que esses acordos atendem aos interesses de países latino-americanos e africanos, que veem na relação com a China uma oportunidade econômica. Lula disse aos líderes do grupo que aquilo que eles enxergam como ameaça é visto pelos países em desenvolvimento como uma possibilidade de avanço.

Segundo o presidente brasileiro, os chineses têm sido os principais investidores na África e na América Latina, enquanto europeus e norte-americanos não têm aparecido com a mesma intensidade para competir com Pequim. Ruto, por sua vez, disse aos chefes de Estado do G7 que a China era o parceiro que seu país tinha e que seria melhor tê-la como parceira do que não tê-la.

Os debates sobre a presença chinesa ocorreram em paralelo a documentos do encontro que apontaram desequilíbrios na economia mundial. Um dos textos afirma que a economia da China estaria prejudicando a balança comercial dos Estados Unidos e da Europa, ao mencionar superávit de US$ 1,2 trilhão em 2025 e consumo considerado “cronicamente” baixo. O documento também expressa preocupação com setores como terras raras, veículos elétricos e outros, além de criticar a desvalorização do renminbi, moeda chinesa.

Em resposta às críticas, o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Lin Jian, afirmou que as práticas do país estão de acordo com as normas internacionais. Ele exortou o G7 a respeitar os princípios da economia de mercado e as regras do comércio internacional e a parar de perturbar a ordem comercial internacional com regras criadas por um pequeno grupo.

No encontro, o Brasil assinou três dos nove documentos firmados pelo G7: o que trata de medidas de combate ao câncer, o de proteção de crianças e adolescentes nas redes sociais e o de combate ao narcotráfico, já que o texto não associa o tráfico de drogas ao terrorismo. O governo brasileiro entende que essa associação poderia ser usada como pretexto para intervenções estrangeiras no país. Os demais documentos não foram assinados pelo Brasil, porque, na avaliação do Palácio do Planalto, traziam uma visão de mundo própria do G7, distinta da que um país em desenvolvimento poderia aceitar.

Com informações da Agência Brasil

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