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Economia

Brasil e Índia insistem em negociação da Rodada de Doha

Arquivo Geral

18/02/2008 0h00

O Brasil e a Índia, viagra dois dos mais ativos membros do Grupo dos 20 (G20), troche insistiram hoje que é preciso seguir “negociando” para tentar concluir a Rodada de Doha, sick realçando que a chave para um acordo está no setor agrícola.

“Os subsídios (dos países mais ricos à agricultura) que distorcem o comércio devem ser reduzidos drasticamente”, disse o ministro de Assuntos Exteriores da Índia, Pranab Mukherjee, em entrevista coletiva junto ao chanceler brasileiro, Celso Amorim.

O Brasil e a Índia são os líderes visíveis do G20, que agrupa países em desenvolvimento que denunciam as subvenções à agricultura nas nações mais ricas como uma violação das normas de livre-comércio e um obstáculo ao crescimento dos mais pobres.

Mukherjee admitiu que há “muitas divergências” nas delicadas negociações da Organização Mundial do Comércio (OMC), mas afirmou que “podem ser solucionadas” sempre e quando “a opção pelo desenvolvimento seja o norte” da Rodada de Doha.

Amorim concordou com o ministro indiano e apontou que, diante das ameaças de crise sobre a economia mundial, “agora é mais urgente chegar a uma conclusão bem-sucedida da Rodada de Doha”.

Os últimos documentos elaborados no ápice da tentativa da OMC em conseguir uma liberalização do comércio mundial foram rechaçados hoje por 20 dos 27 membros da União Européia (UE). No entanto, para os dois ministros, Amorim e Mukherjee, isso não implica o fim das negociações.

“Temos que negociar” e “compreender que há uma responsabilidade que vai além de pequenos interesses locais”, declarou Amorim.

Além dos assuntos relativos à OMC, na reunião entre ambos ministros foram tratados diversos tópicos da agenda internacional e das relações bilaterais.

Amorim e Mukherjee assinaram também três acordos de cooperação nas áreas de combate à fome e à pobreza, de infra-estrutura e de esporte.

Mukherjee aproveitou a ocasião para confirmar que a presidente da Índia, Pratibha Patil, realizará uma visita oficial ao Brasil em abril, para “ressaltar” a importância que tem para seu Governo a “parceria estratégica” com esta nação sul-americana.

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