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Economia

Brasil e EUA retomam negociações após tarifas comerciais

Governo brasileiro considera as cobranças discriminatórias, mas mantém diálogo com Washington em busca de um acordo equilibrado

Redação Jornal de Brasília

31/08/2026 17h08

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Foto: ANDREW CABALLERO-REYNOLDS / AFP

O Brasil e os Estados Unidos retomaram nesta segunda-feira (31) as negociações comerciais após a imposição de tarifas americanas sobre exportações brasileiras. Em reunião virtual com o representante de Comércio dos Estados Unidos, Jamieson Greer, os ministros Mauro Vieira, das Relações Exteriores, e Márcio Elias Rosa, do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, reafirmaram a insatisfação do governo brasileiro com as medidas adotadas por Washington.

Em nota conjunta, os ministérios afirmaram que as tarifas são discriminatórias, incompatíveis com as regras internacionais de comércio e injustas em relação ao Brasil. O governo brasileiro também sustentou que as justificativas apresentadas pelos Estados Unidos nas investigações conduzidas com base na Seção 301 da Lei de Comércio norte-americana não correspondem às práticas efetivas do país.

Apesar das divergências, os dois lados decidiram manter as conversas. Segundo o governo brasileiro, novas reuniões técnicas devem ocorrer nas próximas semanas, de forma virtual ou presencial, e serão seguidas por um novo encontro ministerial para avaliar os avanços. Brasília afirmou que seguirá buscando um acordo equilibrado e mutuamente benéfico, com respeito ao diálogo e à soberania nacional.

A retomada das negociações ocorre após o telefonema entre os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Donald Trump, em 21 de agosto, quando Lula voltou a contestar as tarifas e Trump propôs a retomada das conversas entre as equipes dos dois países. O Brasil está sujeito a uma tarifa adicional de 25% aplicada pelos Estados Unidos e a outra sobretaxa de 12,5%, justificada por Washington por questões relacionadas ao combate ao trabalho forçado.

No caso da tarifa de 25%, o governo americano se baseou em investigação do Escritório do Representante Comercial dos EUA, que apontou supostas práticas comerciais desleais do Brasil em temas como pagamentos eletrônicos (Pix) e acesso ao mercado de etanol. O governo brasileiro rejeita os argumentos e afirma que a medida tem motivação política. As negociações também ocorrem em meio à crescente competição econômica entre Estados Unidos e China pela influência na América Latina.

Com informações da Agência Brasil

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