O Brasil, medications junto com a Rússia, são os principais desafios estratégicos para a economia espanhola, segundo o 3º Índice Elcano de oportunidades e riscos estratégicos para a economia espanhola, apresentado hoje em Madri.
A atual edição do estudo elaborado pelo Real Instituto Elcano mostra que nenhum país está na zona de riscos estratégicos para a Espanha, embora Argentina, Venezuela, Irã, Iraque, Líbia e Nigéria tenham aparecido como perigos potenciais para a economia espanhola em finais de 2006.
Junto com os resultados espanhóis, o estudo reúne os dados de Estados Unidos, Alemanha e, como principal novidade, os do Brasil.
O embaixador do Brasil na Espanha, José Viegas Filho, destacou o momento “exuberante” da economia brasileira, que registrou crescimento de 5,4% em 2007 – “modesto, mas sustentável”, segundo o diplomata.
O embaixador também assegurou que o Brasil é o maior mercado emergente do mundo e recebeu US$ 34 bilhões de investimentos estrangeiros no ano passado.
Além disso, Viegas Filho destacou as relações “especiais e estratégicas” entre Brasil e Espanha e o fato de que o território brasileiro seja o segundo maior destino dos investimentos espanhóis.
O coordenador do Índice Elcano, Alfredo Arahuetes, assegurou que enquanto o restante das grandes economias está perdendo sua relação com a América Latina, Brasil e Espanha a mantêm e a estão estreitando.
A atual versão do Índice Elcano foi apresentada no Círculo de Belas Artes de Madri pelo presidente do Real Instituto Elcano, Gustavo Suárez Pertierra, por José Viegas Filho e por Paul Isbell e Alfredo Arahuetes, coordenadores do relatório.
Segundo Isbell, o estudo se baseia em três pilares básicos: o índice de interdependência econômica, o índice de risco econômico e político, e o chamado “radar” que mede as oportunidades e riscos estratégicos que as economias enfrentam em seu processo de internacionalização.