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Economia

Brasil cria 112.334 postos de trabalho formais em janeiro, segundo Caged

Quatro dos cinco setores econômicos registraram saldo positivo, liderados pela indústria com quase 55 mil vagas.

Redação Jornal de Brasília

03/03/2026 12h18

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O comércio é um dos destaques do DF no Novo Caged | Foto: Tony Oliveira/Agência Brasília

Os dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgados pelo Ministério do Trabalho e Emprego nesta terça-feira (3), indicam que o Brasil registrou um saldo positivo de 112.334 novos postos de trabalho com carteira assinada em janeiro. O resultado decorre de 2.208.030 admissões e 2.095.696 desligamentos no período.

O ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, destacou o desempenho da indústria, que liderou a criação de vagas com 54.991 postos. Quatro dos cinco grandes setores da economia apresentaram crescimento: serviços, com 40.525 vagas; construção civil, com 50.545; e agropecuária, com 23.073. Apenas o comércio registrou redução de 56.800 postos, atribuída à sazonalidade pós-festas de fim de ano.

Em termos regionais, 18 das 27 Unidades da Federação tiveram saldo positivo. Os maiores avanços foram em Santa Catarina (+19.000), Mato Grosso (+18.731) e Rio Grande do Sul (+18.421). Mato Grosso liderou em crescimento percentual, com 1,9%, seguido por Santa Catarina e Goiás, ambos com 0,7%.

O estoque de vínculos formais ativos superou 48,5 milhões, com aumento de 2,6% em 12 meses, totalizando 1.228.483 novos empregos nesse período, passando de 47.349.496 para 48.577.979 trabalhadores formalizados.

O salário médio real de admissão em janeiro foi de R$ 2.389,78, representando alta de 3,3% em relação a dezembro e de 1,77% na comparação com janeiro do ano anterior, já ajustada sazonalmente. Dos empregos gerados, 58% foram típicos, com salário médio de R$ 2.428,67, e 42% não típicos, com média de R$ 2.136,37. Entre os não típicos, destacam-se contratações via CAEPF, especialmente na agricultura de soja, admissões com jornada de até 30 horas semanais e aprendizes.

Os dados do Novo Caged são baseados em informações enviadas pelos sistemas eSocial, Caged e Empregador Web, e podem incluir ajustes por declarações entregues em atraso.

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