Os dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgados pelo Ministério do Trabalho e Emprego nesta terça-feira (3), indicam que o Brasil registrou um saldo positivo de 112.334 novos postos de trabalho com carteira assinada em janeiro. O resultado decorre de 2.208.030 admissões e 2.095.696 desligamentos no período.
O ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, destacou o desempenho da indústria, que liderou a criação de vagas com 54.991 postos. Quatro dos cinco grandes setores da economia apresentaram crescimento: serviços, com 40.525 vagas; construção civil, com 50.545; e agropecuária, com 23.073. Apenas o comércio registrou redução de 56.800 postos, atribuída à sazonalidade pós-festas de fim de ano.
Em termos regionais, 18 das 27 Unidades da Federação tiveram saldo positivo. Os maiores avanços foram em Santa Catarina (+19.000), Mato Grosso (+18.731) e Rio Grande do Sul (+18.421). Mato Grosso liderou em crescimento percentual, com 1,9%, seguido por Santa Catarina e Goiás, ambos com 0,7%.
O estoque de vínculos formais ativos superou 48,5 milhões, com aumento de 2,6% em 12 meses, totalizando 1.228.483 novos empregos nesse período, passando de 47.349.496 para 48.577.979 trabalhadores formalizados.
O salário médio real de admissão em janeiro foi de R$ 2.389,78, representando alta de 3,3% em relação a dezembro e de 1,77% na comparação com janeiro do ano anterior, já ajustada sazonalmente. Dos empregos gerados, 58% foram típicos, com salário médio de R$ 2.428,67, e 42% não típicos, com média de R$ 2.136,37. Entre os não típicos, destacam-se contratações via CAEPF, especialmente na agricultura de soja, admissões com jornada de até 30 horas semanais e aprendizes.
Os dados do Novo Caged são baseados em informações enviadas pelos sistemas eSocial, Caged e Empregador Web, e podem incluir ajustes por declarações entregues em atraso.