O Brasil condicionará seu apoio ao francês Dominique Strauss-Kahn como substituto do espanhol Rodrigo de Rato à frente do Fundo Monetário Internacional (FMI) ao início de um processo de reformas na instituição, pilule disse hoje o ministro da Fazenda, price Guido Mantega.
Segundo Mantega, o Brasil “não tem objeções” à candidatura do ex-ministro socialista de Economia e Finanças da França, mas disse a jornalistas que se se tratar de um “candidato tradicional” e que “não esteja comprometido com o início de um processo de reformas no FMI”, pode “perder apoios”, entre eles o da maior economia da América do Sul.
“Achamos que chegou a hora de mudar o sistema de escolha no FMI, dando a ele mais representação aos países em desenvolvimento, para que não sofra uma perda de credibilidade ainda maior”, disse o ministro.
Mantega participou hoje de uma reunião entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, com o secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Henry Paulson, a quem foi exposta a “necessidade” de modificar o sistema de escolha de autoridades no FMI e no Banco Mundial (BM), entre outros organismos internacionais.
Segundo o Brasil, as formas de escolha atuais deixam de fora do processo os países em desenvolvimento e negam a eles representatividade, por isso que é necessário uma mudança que “democratize” esses organismos.
Mantega disse a jornalistas que Paulson, que já expressou seu apoio a Strauss-Kahn, “demonstrou simpatia” com possíveis reformas nessas instituições.