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Economia

Brasil avança em indicadores sociais, mas desigualdades persistem

Relatório do Observatório Brasileiro das Desigualdades 2026 aponta melhora em renda, pobreza, saúde, educação e segurança, mas também piora em gênero, raça, renda e território.

Redação Jornal de Brasília

12/08/2026 14h50

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Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil

O Brasil avançou, no último ano, em 34 dos 48 indicadores analisados pelo Observatório Brasileiro das Desigualdades 2026, segundo relatório divulgado neste ano. Os dados mostram melhora em renda média, mercado de trabalho, redução da pobreza, segurança alimentar, acesso a serviços básicos, saúde, educação e segurança.

Entre os indicadores positivos, o estudo destaca redução da desnutrição infantil e de idosos, queda do analfabetismo e diminuição da taxa de homicídios registrados entre jovens de 15 a 29 anos. O relatório, porém, também registra piora em oito indicadores e estabilidade em outros seis.

As pioras estão associadas à ampliação do número de mulheres que recebem remuneração inferior à dos homens, ao agravamento da concentração de renda, à menor tributação conforme a renda aumenta, às condições mais desfavoráveis à população negra e à maior concentração dos piores indicadores sociais no Norte e Nordeste. Para os responsáveis pelo relatório, esses resultados mostram que os principais mecanismos de reprodução das desigualdades continuam ativos.

“O crescimento econômico beneficiou diferentes grupos sociais, mas não foi suficiente para reduzir as disparidades históricas de renda, gênero, raça e território”, diz o relatório.

Esta é a quarta edição do Observatório Brasileiro das Desigualdades, cuja primeira publicação ocorreu em 2023. O estudo traz análises de indicadores de 2025, com exceção de bases de dados que não são atualizadas todos os anos. Entre eles estão os derivados da Pesquisa de Orçamentos Familiares (POF), usados para analisar gastos com transporte e carga tributária a cada dois anos, e o Indicador de Analfabetismo Funcional (Inaf), divulgado em 2024 após seis anos da pesquisa anterior.

Na avaliação da diretora técnica do Pacto Nacional pelo Combate às Desigualdades, Adriana Marcolino, a ausência de atualização anual de alguns dados não compromete a comparação com edições anteriores. No prefácio da publicação, Betina Ferraz Barbosa, coordenadora da Unidade de Desenvolvimento Humano do Pnud Brasil e economista-chefe do Pnud Brasil, afirma que a análise aprofunda índices já divulgados por outras organizações e vai além de uma leitura baseada exclusivamente em indicadores econômicos, de saúde e educação. “Os números médios escondem uma realidade mais complexa: os avanços foram reais e, ao mesmo tempo, profundamente desiguais”, destaca.

Com informações da Agência Brasil

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