Além do Brasil, os países que chegaram ao acordo são Argentina, Coreia do Sul, Coreia do Norte, Cuba, Egito, Índia, Malásia, Nigéria, Paquistão, Paraguai, Sri Lanka, Uruguai, Vietnã e Zimbábue.
O acordo será assinado pelos ministros desses países em cerimônia que acontecerá durante a sétima conferência ministerial da Organização Mundial do Comércio (OMC), que acontecerá em Genebra, na próxima semana.
Com exceção de alguma surpresa de última hora, este será o único compromisso comercial a ser assinado durante a conferência ministerial, já que o tantas vezes adiado acordo sobre a banana não se concretizou.
Os 15 signatários querem justamente mostrar que eles são capazes de se entender, e que, portanto, se o processo de liberalização comercial da Rodada de Doha não se concretizar, não é por culpa dos países pobres, mas dos ricos.
A rodada está sendo negociada há oito anos, sem que, até o momento, tenha sido alcançado algum entendimento que leve a um acordo global.
Os 15 países que assinarão o tratado de preferências tarifárias deverão aplicar cortes de tarifas de 20%, a metade do que originalmente foi proposto.
No entanto, todos os países poderão deixar isentos desses cortes 30% dos produtos que quiserem proteger.
Cada Governo pode decidir até maio de 2010 que produtos ficarão de fora da lista de 70% dos artigos nos quais incidirão as reduções tarifárias.
Apesar da relevância política do acordo, ficaram de fora grandes nações emergentes como China e África do Sul, além de Bolívia, Chile, Colômbia, Equador, México, e Venezuela.