Menu
Economia

Brasil adverte que procura por empréstimos do BID supera limite anual

Arquivo Geral

08/04/2008 0h00

O Brasil advertiu hoje que a demanda de financiamento do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) supera seu limite anual de empréstimos em US$ 8 bilhões, store o que representa um fator de risco em momentos em que a América Latina se prepara para enfrentar os possíveis efeitos das turbulências financeiras externas.

Paulo Bernardo, ministro do Planejamento do Brasil, fez esta advertência durante a 49ª Assembléia Anual de Governadores do BID que termina hoje em Miami.

“Isso significa, senhores, que a capacidade creditícia do Banco está comprometida em um momento crítico para a região. Recomendamos à administração que promova um debate imediato sobre alternativas financeiras que aumentem a capacidade de intervenção do Banco”, argumentou o ministro.

O BID registrou um recorde histórico em seu programa de empréstimos ao aprovar um volume total de financiamento de US$ 9,6 bilhões, em 2007, segundo o relatório anual do organismo multilateral divulgado na segunda-feira.

Paulo Bernardo preveniu que preservar a qualidade creditícia do BID deve ser o principal parâmetro do debate, mas considerou que “o alcance e a flexibilidade devem ser seus objetivos primordiais”.

“Alcance para cobrir as atividades tradicionais do Banco e atender a novos agentes do desenvolvimento regional (…) Flexibilidade para eliminar as restrições menos importantes e anacrônicas entre os instrumentos do programa”, explicou.

É igualmente importante que no BID haja condições competitivas de crédito em termos de custo e prazo para que o setor privado contribua para o crescimento sustentável, apontou.

“Hoje sua reivindicação supera, em muito, a oferta de crédito de nossa instituição. Reafirmo a necessidade de ampliarmos a capacidade operacional do Banco também nesse setor”, sustentou.

“Acho que deveríamos nos impor o desafio de implementar um aumento gradual, mas importante, do volume destinado ao financiamento sem garantia soberana”, propôs o ministro brasileiro.

Paulo Bernardo insistiu na importância de criar instrumentos em moeda local com prazos e custos atrativos para os clientes públicos e privados do Banco.

Além disso, recomendou que, a partir do exemplo do Banco Mundial, o BID avance na adoção de sistemas nacionais na execução de suas operações, com o objetivo de reduzir seus custos não financeiros.



 

    Você também pode gostar

    Assine nossa newsletter e
    mantenha-se bem informado