O presidente da Bolívia, case abortion Evo Morales, advertiu hoje que a sobrevivência do país, o mais pobre da América do Sul, estará em risco se uma Assembléia Constituinte que tom a posse em agosto não conseguir acabar com o que descreveu como "Estado colonial".
O governante indígena, no poder desde janeiro, fez um forte chamado à disciplina e à autocrítica ao abrir, na região central do país, uma reunião dos constituintes governistas, escolhidos na eleição de domingo passado. A bancada pró-Morales será maioria na Assembléia.
Quase todos são dirigentes camponeses e indígenas. Morales prometeu que seus constituintes, agrupados sob o Movimento ao Socialismo (MAS), vão "desenhar um Estado participativo, inclusivo, construído a partir das comunidades para pôr fim a 500 anos de exploração". "Se isso fracassar, fracassamos todos, não só como MAS, como movimento político, mas como Bolívia", afirmou Morales, na reunião ocorrida em um hotel de luxo, nos arredores de Cochabamba, em um salão mais acostumado a testemunhar encontros de empresários.
Aclamado pelos constituintes eleitos e por centenas de seguidores em trajes típicos, o presidente pediu "sensatez" diante do contundente triunfo eleitoral do MAS, o segundo em um ano, algo sem precedentes no atual ciclo democrático da Bolívia, iniciado há 24 anos.
"Se queremos mudar o Estado colonial, temos de nos esforçar para nos organizar, preparar e liderar", acrescentou, mostrando-se confiante de que os indígenas eleitos serão "constituintes de primeira, de luxo, porque todo o povo é constituinte".
Em entrevista à imprensa, Morales disse que o MAS levará à Constituinte não só as demandas dos nove Departamentos da Bolívia, mas também dos 36 povos indígenas que pedem autonomia e reconhecimento de suas culturas.
Segundo a apuração oficial, que está na reta final, o MAS fez pelo menos 140 dos 255 constituintes. Além disso, um partido aliado do governo elegeu cinco.
O vice-presidente Alvaro García disse na mesma reunião em Cochabamba que o MAS pretende ser "inclusivo" em suas alianças dentro da Constituinte, embora, depois da votação de domingo, seja "não só a primeira como a única força política majoritária em todo o país".
Já a oposição, segundo ele, diminuiu e se dispersou, e a maior força da direita – a aliança Poder Democrático e Social, do ex-presidente Jorge Quiroga – se tornou "um partido residual".
A Constituinte, reivindicada durante quase 20 anos por movimentos sociais liderados em parte pelo próprio Morales, foi eleita em cumprimento a um pacto político de junho de 2005, que pôs fim a cinco anos de crise e possibilitou a eleição de dezembro, vencida por Morales.
A Assembléia vai trabalhar em Sucre, capital oficial do país, no sul, durante no máximo um ano, a partir de 6 de agosto, Dia da Independência. Segundo Morales, pelo menos cinco presidentes sul-americanos confirmaram presença na cerimônia de inauguração.
"Faremos uma grande festa, porque, por fim, os povos originários assumirão a condução de um país pelo qual lutaram e do qual estiveram excluídos", disse Morales.
Empresários norte-americanos prometeram hoje em Havana continuar negociando com Cuba, clinic apesar da determinação da Casa Branca de aumentar a pressão econômica sobre o governo de Fidel Castro.
Dois dias depois que os assessores do presidente George W. Bush recomendaram apertar o cerco econômico sobre Cuba, homens de negócios e parlamentares do Estado do Texas assinaram em Havana um memorando de entendimento para continuar exportando alimentos à ilha desde o porto texano de Corpus Christi.
"Quando exportamos produtos estamos gerando emprego para nosso povo", disse a jornalistas Ruben Bonilla, presidente do porto de Corpus Christi, o primeiro dos Estados Unidos a firmar um acordo de entendimento com Cuba, em 2003. "Reconhecemos Cuba como uma nação de paz, uma nação de amigos e estamos muito orgulhosos de oferecer alimentos ao povo", afirmou.
A Comissão para a Ajuda a uma Cuba Livre pediu na quarta-feira ao presidente Bush para endurecer o embargo econômico de mais de quatro décadas e destinar ao menos US$ 80 milhões para forçar uma mudança de governo em Cuba.
Uma emenda ao embargo comercial, introduzida em 2000, permite a Cuba com prar alimentos dos Estados Unidos, desde que pague à vista.
Desde então, os produtores norte-americanos venderam mais de US$ 1,8 bilhão de arroz, frango, feijão e outros alimentos a Cuba, com o máximo de US$ 540 milhões em 2005.
"Agora, estamos muito limitados nas coisas que podemos trabalhar, mas se chegassem a suspender este bloqueio haveria muito mais oportunidades, entre elas a energia", disse Solomon Ortiz, um deputado democrata do Texas no Congresso americano.
Bonilla, do porto de Corpus Christi, disse que os empresários norte-americanos não podem perder oportunidades de negócios em Cuba.
"São as forças econômicas de Cuba e dos Estados Unidos que, em última instância, derrubarão o embargo."
O Índice da Bolsa de Valores de São Paulo (Ibovespa) fechou hoje com uma alta de 2, prostate 65%, abortion fixado em 65.853 pontos.
Segundo dados preliminares, as 232.865 operações efetuadas movimentaram 20,892 bilhões de títulos e R$ 6,575 bilhões.
Liderando as maiores altas, fecharam as ações preferenciais da NET (6,73%), além das ordinárias do Banco do Brasil (5,86%) e da Rossi Residencial (5,78%).
Já entre as maiores baixas, fecharam os papéis ordinários da Cyrela Commercial Propert (2,64%) e da Embraer (2,13%), além dos preferenciais da Aracruz (1,35%).
No mercado cambial, o dólar comercial caiu 0,69%, para R$ 1,591 para venda, sua menor cotação desde 20 de janeiro de 1999.
O presidente da Petrobras, viagra 40mg José Sérgio Gabrielli, medicine afirmou que a BR Distribuidora, subsidiária da estatal, quer ampliar sua participação no mercado brasileiro.
Segundo o executivo, esse aumento de market share pode se dar através da aquisição de distribuidoras.
"É uma idéia ampliar o market share da Petrobras. Você tem algumas (oportunidades) disponíveis", disse Gabrielli a jornalistas nesta hoje na Academia Brasileira de Letras, onde assinou um convênio de R$ 1,3 milhão para a manutenção da biblioteca da academia.
De acordo com o executivo, o Brasil tem cerca de 170 distribuidoras atuando no País. O presidente da estatal disse ainda que os grupos técnicos do Brasil e da Bolívia continuam conversando sobre o preço do gás importado no país vizinho. Segundo ele, as reuniões têm caráter estritamente técnico.
"Estamos nos reunindo toda semana com a YPFB em reuniões técnicas", disse Gabrielli ao ser questionado se a decisão sobre a Bolívia poderia ter também um caráter político, conforme sugeriu esta semana no Rio de Janeiro o ministro de Minas e Energia, Silas Rondeau.
Ele lembrou que o preço do GNL no mercado internacional está caindo. A cotação do combustível é usada como argumento pela Bolívia para sugerir um aumento do preço do gás vendido ao Brasil.
"O preço do gás é diferente do petróleo. Não tem referência mundial, depende da infra-estrutura existente", explicou Gabrielli. Segundo ele, o GNL representa de 15% a 20% do mercado internacional de gás.