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Economia

Boulos: caminhoneiros não podem pagar o preço de governadores não mexerem no ICMS

A declaração foi dada ao lado de lideranças dos próprios caminhoneiros com quem Boulos se reuniu no fim da manhã desta quarta-feira, 25

Redação Jornal de Brasília

25/03/2026 14h00

Foto: Vinicius Loures/Câmara dos Deputados

Foto: Vinicius Loures/Câmara dos Deputados

O ministro da Secretaria Geral da Presidência, Guilherme Boulos, atacou governadores por não aceitarem reduzir o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) sobre combustíveis. Acusou-os de serem omissos diante da alta no preço do óleo diesel e reforçou as ações do governo do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), atendendo às demandas dos caminhoneiros.

A declaração foi dada ao lado de lideranças dos próprios caminhoneiros com quem Boulos se reuniu no fim da manhã desta quarta-feira, 25. O ministro disse que “os caminhoneiros não podem pagar o preço da irresponsabilidade e da ganância dessas distribuidoras que estão aumentando o preço artificialmente”.

“Da mesma forma, os caminhoneiros não podem pagar o preço da omissão de determinados governadores que não querem mexer no ICMS para que se consiga estabilizar o preço do combustível e do diesel em particular diante dessa guerra insana que o Donald Trump estabeleceu contra o Irã”, declarou o ministro.

O governo sugeriu, na semana passada, que governadores reduzissem as alíquotas de ICMS sobre combustíveis como uma forma de aliviar os aumentos registrados nas últimas semanas, após o início da guerra no Irã. A recepção por parte dos secretários de Fazenda dos Estados não foi positiva e o governo sugeriu, nesta semana, um novo formato de subvenção para a importação de combustíveis arcada em partes pelos Estados e em partes pela União.

Boulos disse que a reunião desta quarta teve o objetivo de falar dos “compromissos do governo” com os caminhoneiros. Disse que o Palácio do Planalto “vai intensificar as ações em relação à fiscalização” dos postos de combustível.

O ministro disse que “os caminhoneiros tomaram a decisão de não fazer a greve porque foram atendidos por uma medida provisória do governo atendendo a uma pauta que eles tinham desde 2018 na grande paralisação que foi feita no Brasil” em relação ao piso mínimo do frete.

Boulos acusou alguns grupos de apostarem “no caos para fazer politicagem eleitoral”. O ministro também afirmou que o governo não vai “deixar essa pauta de lado” com a decisão dos caminhoneiros de não realizarem uma paralisação.

O ministro disse que o governo manterá um canal de diálogo com os caminhoneiros enquanto a medida provisória que trata do piso mínimo do frete estiver em discussão no Congresso Nacional. “Hoje aqui firmamos o compromisso de, enquanto a MP estiver tramitando no Congresso, nós vamos manter uma mesa de diálogo permanente com os caminhoneiros tratando dos temas e lutando pra que não tenha nenhum retrocesso na medida provisória”, afirmou.

O presidente do Sindicato dos Transportadores Autônomos da Baixada Santista e Vale do Ribeira, Luciano Santos, também presente na reunião e na entrevista coletiva, reforçou o esforço que será feito no Legislativo sobre o assunto. “A gente vai lutar por isso, a nossa luta agora vai ser no Congresso Nacional, a gente vai pressionar os deputados para ver de que lado eles estão”, declarou.

Estadão Conteúdo.

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