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Economia

Bolsas têm alta após anúncio do Fed de recuo na taxa de redesconto dos bancos

Arquivo Geral

17/08/2007 0h00

A surpreendente redução de meio ponto percentual na taxa de redesconto aos bancos decretada hoje pelo Federal Reserve (Fed, information pills banco central americano), here numa última tentativa para tentar acalmar a inquietação que afeta o mercado de créditos americano, information pills influenciou positivamente os mercados mundiais.

Segundo os números disponíveis no fechamento, o indicador mais importante de Wall Street, o Dow Jones Industrial, teve alta de 233,3 pontos (1,82%), para 13.079,08. O índice tecnológico Nasdaq subiu 53,96 pontos (2,2%), para 2.505,03.

Uma hora antes da abertura das Bolsas, o Fed anunciou o corte da taxa de redesconto aos bancos, que passou de 6,25% para 5,75%, após as injeções de liquidez feitas pelo organismo nos últimos dias.

O Fed reconheceu que as condições dos mercados financeiros se deterioraram. Além disso, a restrição do acesso ao crédito e a maior incerteza poderiam atrapalhar o crescimento econômico.

Para os analistas, a medida do banco central americano é uma resposta “cirúrgica” aos problemas do mercado de créditos, já que ao diminuir a taxa cobrada por emprestar dinheiro diretamente aos bancos, permite contar com uma fonte mais ampla de liquidez.

Os bancos podem oferecer à Reserva não só instrumentos de dívida respaldados pelo Governo ou agências governamentais, mas também por créditos hipotecários, cuja pouca demanda nas últimas semanas afetou seriamente a saúde de vários bancos e instituições financeiras.

Historicamente a taxa de redesconto costumava estar sempre abaixo da taxa dos Fed Funds (taxa interbancára diária cobrada entre os bancos). No entanto, em 2003 o banco central americano decidiu mantê-la cerca de 1% acima da taxa fixada para esses fundos.

Essa atitude foi feita para retirar o “estigma” de que os bancos que recebiam liquidez por este meio estavam com sérios problemas financeiros.

O Fed entrou em contato hoje com importantes executivos de bancos para mostrar a conveniência de se optar por receber liquidez através destes fundos. Para os analistas, isso é um sinal evidente que o Federal Reserve tenta frear a crise com todas as possibilidades disponíveis e não apenas com um eventual recuo da taxas interbancárias.

Os analistas também acreditam que a partir daí o Fed poderia reduzir novamente e muito em breve a taxa de desconto, para igualá-la aos números dos Fed Funds. Segundo rumores, isso poderia ocorrer neste fim de semana.

Além disso, o banco central americano ampliou o prazo dos contratos de recompra que realiza através deste meio, de 24 horas para 30 dias. Com isso, pretende beneficiar ainda mais os bancos, cujas ações tiveram fortes altas no pregão de hoje.

Os analistas também aumentaram as apostas sobre uma eventual baixa da taxa dos Fed Funds, durante a reunião que o Federal Reserve realizara em 18 de setembro.

Para eles, a diminuição tanto do volume de negócios como da força da alta sobre o pregão pode ser explicado, pois muitos investidores apostavam numa queda violenta durante os últimos dias. Como isso não ocorreu, os investidores tiveram que comprar na primeira hora para cobrir as suas posições.

Perto do final do pregão, que se mantinha em sólida alta, o apetite pelas compras voltou a aumentar, principalmente por causa daqueles que não queriam fechar a semana sem posições na bolsa de valores.

No entanto, alguns ainda acham muito cedo para cantar vitória e que os problemas gerados continuam ameaçando os mercados.

No Brasil, o Índice da Bolsa de Valores de São Paulo (Ibovespa) teve uma recuperação parcial, e fechou com alta de 1,13%, fixado em 48.558 pontos. O dólar caiu 3,2%, e fechou a R$ 2,025 para compra e R$ 2,026 para venda.

O índice Merval da Bolsa de Comércio de Buenos Aires fechou hoje com uma alta de 5,2%, fixado em 1.929,12 pontos.

Por sua vez, o Índice Geral da Bolsa e o Merval 25 subiram 5,61% e 5,19%, respectivamente, para 104.842,8 e 1.932,54 pontos.

A Bolsa Mexicana de Valores (BMV) seguiu a alta. O Índice de Preços e Cotações (IPC) subiu 2,58%, fechando em 28.510,66 pontos. A maioria dos pregões na América Latina fechou em alta.

A Europa também acompanhou a bolsa americana. Em Londres, o principal indicador, FTSE-100, avançou 205,3 pontos (3,5%), para 6.064,2. O índice FTSE-250 teve alta de 2,14%, fechando a 10.686,2.

No entanto, a maior parte das bolsas do sudeste asiático fechou em baixa. Apenas o indicador SET, na pregão de Bangcoc, na Tailândia, fechou em alta de 1,03%, aos 758,42.

Em Cingapura, o índice Straits Times fechou em 3.130,71 pontos. Na Malásia, o indicador KLCI de Kuala Lumpur terminou a semana em 1.191,55. Nas Filipinas, a Bolsa de Valores de Manila fechou com queda, e o índice PSE recuou 1,97%, para 2.884,34.

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