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Bolsas sobem após China afrouxar medidas contra a Covid

Entre os papéis com maior volume de negociação, além da Petrobras, também se destacaram a Vale, a Eletrobras e a Localiza

Por FolhaPress 28/06/2022 2h35
Foto: Reprodução

Clayton Castelani
São Paulo, SP

Bolsas mundiais subiam na manhã desta terça-feira (28), enquanto o dólar perdia força contra moedas de países emergentes e exportadores de commodities, principalmente as metálicas, como Brasil e Chile.

O alívio global é atribuído por analistas à decisão da China de relaxar regras de quarentena contra a Covid em seus principais centros urbanos. Temores fiscais domésticos e preocupações com a inflação nos Estados Unidos, porém, permanecem no radar dos investidores.

Às 11h37, o índice de referência da Bolsa de Valores subia 0,83%, a 101.601 pontos. Assim, o Ibovespa caminhava para a terceira alta diária após quatro semanas em queda.

O dólar comercial recuava 0,57%, cotado a R$ 5,2060 na venda.

Em Nova York, o índice de referência S&P 500 subia 0,42%. O Dow Jones, indicador focado em empresas de grande valor, avançava 0,50. O índice do setor de tecnologia Nasdaq, porém, cedia 0,09%, com investidores demonstrando preocupação com inflação e juros altos.

Na Europa, o indicador que acompanha as 50 principais empresas da zona do euro subia 0,75%.
Na Ásia, a Bolsa de Tóquio subiu 0,66%. Hong Kong avançou 0,85%. O índice chinês para empresas listadas em Xangai e Shenzhen fechou positivo em 1,04%.

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O preço do petróleo bruto subia 1,76%, com o barril do Brent cotado a US$ 117,11 (R$ 641,43).
A injeção de ânimo veio do Partido Comunista da China, que anunciou, na véspera, vitória contra a Covid em Xangai.

O Ibovespa fechou nesta segunda (27) em alta de 2,12%, aos 100.763 pontos. Esse foi o maior avanço diário do índice de referência da Bolsa desde o ganho de 2,43% registrado em 9 de março.

A Bolsa vinha fechando abaixo dos 100 mil pontos desde 17 de junho, quando críticas do presidente Jair Bolsonaro (PL) e de aliados ao aumento dos combustíveis aplicado pela Petrobras pioraram o humor de investidores já pressionados pelo cenário global de aversão ao risco após a alta histórica dos juros nos Estados Unidos.

O ramo de exploração e produção de petróleo ocupou o topo da lista das ações que mais subiram no dia.

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Os papéis ordinários e preferenciais da Petrobras subiram 6,75% e 6,43%, respectivamente. Na sequência vieram 3R Petroleum, Eneva e PetroRio, que saltaram 6,41%, 5,78% e 5,29%, nessa ordem.

O chefe do Partido Comunista em Xangai, Li Qiang, disse que as autoridades venceram a guerra para defender Xangai contra a Covid.

Ainda no pacote de notícias otimistas da China, o banco central do país informou ter feito a maior injeção diária de dinheiro no sistema bancário através de operações de mercado aberto em quase três meses.

No noticiário doméstico, o mercado também avaliou como tranquilizadora a redução de atritos entre governo e a Petrobras após o conselho de administração da empresa ter confirmado nesta segunda a nomeação de Caio Paes de Andrade para a presidência da companhia.

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O ambiente menos conturbado permitiu que investidores olhassem para o valor das empresas brasileiras cujos preços estão abaixo dos seus fundamentos.

Entre os papéis com maior volume de negociação, além da Petrobras, também se destacaram a Vale, a Eletrobras e a Localiza, que subiram 4,60%, 2,37% e 2,72%, respectivamente.

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