As bolsas em Nova York fecharam em alta nesta quarta-feira, 1º de abril, em continuidade aos ganhos da véspera. O rumo foi ditado pelo otimismo sobre um potencial cessar-fogo no Oriente Médio, ainda que dosado por declarações desencontradas de autoridades dos EUA e do Irã sobre negociações
O Dow Jones fechou em alta de 0,48%, aos 46.565,74 pontos. Já o S&P 500 avançou 0,72%, aos 6.575,32 pontos, e o Nasdaq subiu 1,16%, aos 21.840,95 pontos.
O presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou que os EUA poderiam deixar o Irã em duas a três semanas, mesmo sem um acordo, e deve reiterar esse intuito em pronunciamento previsto para quarta, segundo a Bloomberg.
Com sinais sobre uma trégua no conflito, o setor de energia se destacou entre as baixas. O subíndice de energia do S&P 500 recuou, pressionado por Exxon (-5,23%) e Chevron (-4,6%) 1
A Boeing ganhou 4,2% embalada por acordo com Departamento de Guerra americano para triplicar a capacidade de produção dos sensores de guiagem, chamados de “seekers”, do sistema de mísseis Patriot PAC-3 MSE.
A farmacêutica Eli Lilly avançou 3,8% após aval ao Foundayo, o único comprimido de GLP-1 para perda de peso que pode ser tomado a qualquer hora do dia, sem restrições de alimentos ou água.
A Intel disparou 8,8% ao anunciar a recompra de participação de 49% da Apollo na joint venture relacionada à Fab 34, a fábrica de semicondutores na Irlanda, por US$ 14,2 bilhões.
A Nike cedeu 15,6% com frustrações sobre ausência de projeções.
O mercado ainda se prepara para receber a SpaceX, do bilionário Elon Musk, que entregou confidencialmente documentos para abertura de capital à Securities and Exchange Commission (SEC, a CVM dos EUA). O BTG Pactual integra o sindicato de bancos participantes da operação.
A sessão contou ainda com dados favoráveis da economia dos EUA, como o relatório ADP de empregos no setor privado, vendas do varejo e índices de atividade dos gerentes de compra do ISM e da S&P Global.
Sobre o ISM, a Jefferies citou que empresas manufatureiras estão lidando com as correntes cruzadas dos riscos positivos decorrentes da decisão da Suprema Corte dos EUA sobre tarifas e dos riscos negativos relacionados às cadeias de suprimentos e aos custos de energia.
Estadão Conteúdo.