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Economia

Bolsas da Europa fecham majoritariamente em queda com morosidade de negociações sobre Ormuz

A indefinição nas conversas para reabrir Ormuz mantinha o petróleo em níveis elevados e o mercado acionário europeu operou com ímpeto reduzido ao longo de todo o pregão

Redação Jornal de Brasília

12/08/2026 13h40

Foto: Wikimedia Commons

Foto: Wikimedia Commons

As bolsas europeias fecharam majoritariamente em queda nesta quarta-feira, 12, enquanto investidores acompanhavam o impasse nas negociações para a reabertura do Estreito de Ormuz e os dados de inflação dos EUA, que vieram em linha com as expectativas do mercado financeiro.

Em Londres, o FTSE 100 fechou em queda de 0,10%, a 10.833,15 pontos. Em Frankfurt, o DAX caiu 0,17%, a 26.346,29 pontos. Em Paris, o CAC 40 recuou 0,46%, a 8.674,94 pontos. Em Milão, o FTSE MIB teve baixa de 0,01%, a 53.698,66 pontos. Em Madri, o Ibex 35 cedeu 0,04%, a 20.205,16 pontos. Em Lisboa, o PSI 20 ganhou 0,68%, a 9.273,84 pontos. As cotações são preliminares.

A indefinição nas conversas para reabrir Ormuz mantinha o petróleo em níveis elevados e o mercado acionário europeu operou com ímpeto reduzido ao longo de todo o pregão. A Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep), em relatório pela manhã, reduziu a previsão de crescimento econômico da zona do euro para 2026, de 1% para 0,8%, e para 2027, de 1,2% para 1%.

Na ponta positiva, ações de semicondutores europeias apresentaram alta, após os bons resultados corporativos da provedora de computação em nuvem americana CoreWeave e da empresa de servidores Super Micro Computer. A fabricante holandesa de equipamentos para semicondutores ASML Holding e sua rival menor ASM International subiram 1,21% e 1,98%, respectivamente. A fabricante alemã de chips Infineon ganhou 0,92%, enquanto a STMicroelectronics avançou 1,41%.

Já o setor de luxo europeu continua altamente polarizado, dizem os analistas do Deutsche Bank, com algumas empresas continuando a depender de uma melhoria significativa na China para se recuperarem, enquanto o conflito no Oriente Médio representa desafios.

Em Londres, a Burberry caiu mais de 4%, a Brunello Cucinelli cedeu 2,44% em Milão e a LVMH, proprietária de marcas como Louis Vuitton e Tiffany, recuou 3,11% na bolsa de Paris.

*Com informações da Dow Jones Newswires

Estadão Conteúdo.

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