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Economia

Bolsas da Europa fecham em baixa após balanços fracos e dados decepcionantes dos EUA

Mercados sofrem após salto de demissões nos Estados Unidos e resultados abaixo do esperado de grandes empresas; Ibex 35 se destaca com leve alta

Redação Jornal de Brasília

06/11/2025 14h22

Foto: Angela Weiss / AFP

Foto: Angela Weiss / AFP

As bolsas da Europa fecharam o pregão desta quinta-feira, 06, em queda, em meio à divulgação de uma série de balanços corporativos decepcionantes e sinais de fraqueza do mercado de trabalho dos Estados Unidos.

Em Londres, o FTSE 100 recuou 0,42%, a 9.735,78 pontos. Em Frankfurt, o DAX caiu 1,31%, a 23.734,02 pontos. Em Paris, o CAC 40 recuou 1,36%, a 7.964,77 pontos. Em Milão, o FTSE MIB teve queda 0,85%, a 43.068,69 pontos. Em Madri, o Ibex 35 destoou das demais bolsas e subiu 0,12%, a 16.118,00 pontos. Em Lisboa, o PSI 20 caiu 1,26%, a 8.376,71 pontos.

A trajetória de baixa na Europa se intensificou após a divulgação de dados econômicos que mostraram um salto de demissões dos EUA ao maior nível desde 2003, acompanhando deterioração dos mercados em Nova York.

Além disso, resultados corporativos decepcionantes de grandes empresas europeias contribuíram para o sentimento negativo na região. Destaque negativo para as francesas Air France-KLM e Legrand, que fecharam em forte queda de 14,9% e 12,19% em Paris, respectivamente. A companhia aérea frustrou previsões de lucro e receita. Já a fabricante de infraestruturas elétricas e digitais, divulgou vendas um pouco abaixo do esperado.

Em Frankfurt, o Commerzbank perdeu 2%, após o segundo maior banco alemão lucrar menos que o previsto no último trimestre. Já a Rheinmetall, principal empresa de defesa alemã, fechou perto da estabilidade (+0,06%) após divulgar vendas levemente abaixo das expectativas.

Em Amsterdã, por outro lado, a ArcelorMittal saltou 2,43%, após agradar em lucro no trimestre.

No campo macroeconômico, o Banco da Inglaterra (BoE, em inglês) manteve a taxa de juros britânica em 4%, mas a iminente divulgação do Orçamento do governo, prevista para o final do mês, sustenta incertezas nos mercados sobre os próximos passos do BoE, pressionando o FTSE 100. Entre dados, a produção industrial da Alemanha e as vendas no varejo da zona do euro vieram aquém do esperado.

Estadão Conteúdo

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