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Economia

Bolsa sobe mais de 1% com negociações sobre guerra no Irã em foco; dólar fecha em queda

Dólar fechou em forte recuo de 1,31%, a R$ 5,241, enquanto a Bolsa avançou 3,24%, a 181.931 pontos

Redação Jornal de Brasília

25/03/2026 18h43

dolar e bolsa

Foto: AdobeStock

FOLHAPRESS

A Bolsa de Valores brasileira fechou em alta de 1,59%, a 185.424 pontos, com investidores atentos às negociações na guerra no Irã e otimistas com a possibilidade de uma trégua no conflito.

O movimento ocorreu após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmar que há avanços nas negociações com o país. A teocracia, contudo, diz ter rejeitado a proposta apresentada pelos EUA.

Na máxima do pregão, a Bolsa chegou a subir 2,13%, a 186.401 pontos, em linha com outras Bolsas globais. Em Wall Street, os principais índices -S&P 500, Nasdaq e Dow Jones- registraram altas de até 0,77%.

Em meio ao bom humor internacional, o real se valorizou ante o dólar. No mercado doméstico, a moeda norte-americana caiu 0,66%, cotada a R$ 5,219 (na mínima, chegou a R$ 5,204, queda de 0,95%).

Na terça-feira (24), Trump falou em progresso nas negociações com o Irã. Segundo o presidente norte-americano, Teerã teria aceitado fazer uma importante concessão para firmar um acordo de paz.

“Eles vão fazer um acordo. Na verdade, eles fizeram algo ontem que foi incrível, eles nos deram um presente, que chegou hoje, e foi um presente muito grande, com um valor monetário tremendo. Não vou dizer que presente é esse, mas foi um prêmio muito significativo, que eles falaram que iam nos dar e nos deram”, disse o republicano na Casa Branca.

Autoridades do governo americano também afirmaram que os EUA enviaram ao Irã um plano de 15 pontos para encerrar a guerra. Segundo o jornal americano The New York Times, a proposta incluiria o desmantelamento do programa nuclear iraniano, o fim do apoio a grupos aliados como o Hezbollah, que atua no Líbano, e a reabertura do estreito de Hormuz.

Nesta quarta-feira, contudo, o Irã disse ter rejeitado a proposta dos EUA e voltou a negar quaisquer negociações entre os países. Em pronunciamento na televisão estatal, o porta-voz militar iraniano Ebrahim Zolfaqari disse que uma trégua não está no horizonte.

Apesar das negativas, os investidores se apegaram à esperança de que a guerra possa ter um desfecho, com a retomada do transporte marítimo pelo estreito de Hormuz, por onde passam 20% do petróleo mundial.

Como reflexo, o barril do petróleo Brent, referência internacional, chegou a cair 6,76% e se manteve estável abaixo dos US$ 100 ao longo do pregão.

Para a Ágora Investimentos, discussões sobre um eventual cessar-fogo na guerra no Irã impulsionaram os mercados acionários. “Entretanto, enquanto o conflito não termina efetivamente, persistem os temores inflacionários e de juros elevados por mais tempo”, diz.

Paula Zogbi, estrategista-chefe da Nomad, diz que as expectativas de uma trégua melhoram o humor. “O fluxo para países emergentes também é sensível a ambientes de aversão a risco, e a grande expectativa é de que a negociação resulte em um ambiente de menor incerteza, mesmo que o acordo ainda não exista”.

Na visão do J.P. Morgan, o cenário do Brasil permanece positivo, se beneficiando mesmo com a instabilidade global. “Dentro dos emergentes, a América Latina funciona como um ‘porto seguro’ e, dentro da região, o Brasil está melhor posicionado. Esses fluxos têm contribuído para que o país esteja entre os mercados com melhor desempenho tanto no acumulado do ano quanto no mês.”

O pregão carregou uma sensação de déjà vu para analistas. Na segunda-feira (23), em publicação na rede social Truth Social, Trump afirmou que EUA e Irã tiveram conversas “muito boas e produtivas” sobre uma “resolução completa e total das hostilidades no Oriente Médio”.

Ele também recuou de ameaças de destruir usinas de energia iranianas, afirmando que deu instruções para adiar por cinco dias quaisquer ataques contra as instalações. No dia, o dólar fechou em forte recuo de 1,31%, a R$ 5,241, enquanto a Bolsa avançou 3,24%, a 181.931 pontos.

Na terça-feira, contudo, o conflito no Oriente Médio voltou a escalar em meio a ataques de Israel a instalações de gás iranianas. Horas depois, Teerã lançou uma nova onda de mísseis contra Tel Aviv.
A moeda americana encerrou o dia em alta de 0,24%, cotada a R$ 5,254.

“A expectativa de um possível cessar-fogo entre Estados Unidos e Irã chegou a melhorar o apetite por risco. Por outro lado, informações contraditórias sobre a continuidade das tensões na região mantiveram o mercado em compasso de espera”, diz Bruno Shahini, especialista em investimentos da Nomad.

No cenário doméstico, investidores seguiram atentos ao cenário político.

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) apareceu numericamente à frente do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em intenções para um eventual segundo turno, revelou pesquisa AtlasIntel/Bloomberg nesta quarta. O petista segue na liderança nos cenários de primeiro turno.

Nas quatro simulações de primeiro turno em que Lula e Flávio aparecem como candidatos, o petista soma 46% das intenções de voto em todas elas, ao passo que o filho mais velho do ex-presidente Jair Bolsonaro tem entre 36% e 42%.

Na simulação de segundo turno, Flávio tem 47,6% e Lula soma 46,6%. A margem de erro do levantamento é de 1 ponto-percentual.

A Bolsa de Valores brasileira fechou em alta de 1,59%, a 185.424 pontos, com investidores atentos às negociações na guerra no Irã e otimistas com a possibilidade de uma trégua no conflito.

O movimento ocorreu após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmar que há avanços nas negociações com o país. A teocracia, contudo, diz ter rejeitado a proposta apresentada pelos EUA.

Na máxima do pregão, a Bolsa chegou a subir 2,13%, a 186.401 pontos, em linha com outras Bolsas globais. Em Wall Street, os principais índices -S&P 500, Nasdaq e Dow Jones- registraram altas de até 0,77%.

Em meio ao bom humor internacional, o real se valorizou ante o dólar. No mercado doméstico, a moeda norte-americana caiu 0,66%, cotada a R$ 5,219 (na mínima, chegou a R$ 5,204, queda de 0,95%).

Na terça-feira (24), Trump falou em progresso nas negociações com o Irã. Segundo o presidente norte-americano, Teerã teria aceitado fazer uma importante concessão para firmar um acordo de paz.

“Eles vão fazer um acordo. Na verdade, eles fizeram algo ontem que foi incrível, eles nos deram um presente, que chegou hoje, e foi um presente muito grande, com um valor monetário tremendo. Não vou dizer que presente é esse, mas foi um prêmio muito significativo, que eles falaram que iam nos dar e nos deram”, disse o republicano na Casa Branca.

Autoridades do governo americano também afirmaram que os EUA enviaram ao Irã um plano de 15 pontos para encerrar a guerra. Segundo o jornal americano The New York Times, a proposta incluiria o desmantelamento do programa nuclear iraniano, o fim do apoio a grupos aliados como o Hezbollah, que atua no Líbano, e a reabertura do estreito de Hormuz.

Nesta quarta-feira, contudo, o Irã disse ter rejeitado a proposta dos EUA e voltou a negar quaisquer negociações entre os países. Em pronunciamento na televisão estatal, o porta-voz militar iraniano Ebrahim Zolfaqari disse que uma trégua não está no horizonte.

Apesar das negativas, os investidores se apegaram à esperança de que a guerra possa ter um desfecho, com a retomada do transporte marítimo pelo estreito de Hormuz, por onde passam 20% do petróleo mundial.

Como reflexo, o barril do petróleo Brent, referência internacional, chegou a cair 6,76% e se manteve estável abaixo dos US$ 100 ao longo do pregão.

Para a Ágora Investimentos, discussões sobre um eventual cessar-fogo na guerra no Irã impulsionaram os mercados acionários. “Entretanto, enquanto o conflito não termina efetivamente, persistem os temores inflacionários e de juros elevados por mais tempo”, diz.

Paula Zogbi, estrategista-chefe da Nomad, diz que as expectativas de uma trégua melhoram o humor. “O fluxo para países emergentes também é sensível a ambientes de aversão a risco, e a grande expectativa é de que a negociação resulte em um ambiente de menor incerteza, mesmo que o acordo ainda não exista”.

Na visão do J.P. Morgan, o cenário do Brasil permanece positivo, se beneficiando mesmo com a instabilidade global. “Dentro dos emergentes, a América Latina funciona como um ‘porto seguro’ e, dentro da região, o Brasil está melhor posicionado. Esses fluxos têm contribuído para que o país esteja entre os mercados com melhor desempenho tanto no acumulado do ano quanto no mês.”

O pregão carregou uma sensação de déjà vu para analistas. Na segunda-feira (23), em publicação na rede social Truth Social, Trump afirmou que EUA e Irã tiveram conversas “muito boas e produtivas” sobre uma “resolução completa e total das hostilidades no Oriente Médio”.

Ele também recuou de ameaças de destruir usinas de energia iranianas, afirmando que deu instruções para adiar por cinco dias quaisquer ataques contra as instalações. No dia, o dólar fechou em forte recuo de 1,31%, a R$ 5,241, enquanto a Bolsa avançou 3,24%, a 181.931 pontos.

Na terça-feira, contudo, o conflito no Oriente Médio voltou a escalar em meio a ataques de Israel a instalações de gás iranianas. Horas depois, Teerã lançou uma nova onda de míssei
s contra Tel Aviv.
A moeda americana encerrou o dia em alta de 0,24%, cotada a R$ 5,254.
“A expectativa de um possível cessar-fogo entre Estados Unidos e Irã chegou a melhorar o apetite por risco. Por outro lado, informações contraditórias sobre a continuidade das tensões na região mantiveram o mercado em compasso de espera”, diz Bruno Shahini, especialista em investimentos da Nomad.

No cenário doméstico, investidores seguiram atentos ao cenário político.

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) apareceu numericamente à frente do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em intenções para um eventual segundo turno, revelou pesquisa AtlasIntel/Bloomberg nesta quarta. O petista segue na liderança nos cenários de primeiro turno.

Nas quatro simulações de primeiro turno em que Lula e Flávio aparecem como candidatos, o petista soma 46% das intenções de voto em todas elas, ao passo que o filho mais velho do ex-presidente Jair Bolsonaro tem entre 36% e 42%.

Na simulação de segundo turno, Flávio tem 47,6% e Lula soma 46,6%. A margem de erro do levantamento é de 1 ponto-percentual.

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