Menu
Economia

Bolsa sobe e dólar cai apesar de tarifa dos EUA

Mercado reagiu mais ao cenário externo favorável ao risco do que à tensão comercial entre Brasil e Estados Unidos.

Redação Jornal de Brasília

02/06/2026 22h19

dolar1

Foto: Carlos Severo/ Fotos Públicas

A bolsa brasileira fechou em alta nesta terça-feira (2), enquanto o dólar recuou, mesmo com o aumento da tensão comercial entre Brasil e Estados Unidos. O Ibovespa avançou 1,16%, aos 174.197 pontos, e a moeda americana caiu 0,24%, encerrando o dia cotada a R$ 5,009.

O desempenho ocorreu apesar da proposta do Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) de aplicar tarifa adicional de 25% sobre produtos brasileiros a partir de 15 de julho. A medida integra uma investigação sobre supostas práticas comerciais consideradas desleais pelos americanos.

Segundo a reportagem, o mercado deu mais atenção ao ambiente externo favorável ao risco, deixando as preocupações comerciais em segundo plano. Após cinco sessões consecutivas de queda, o Ibovespa voltou a subir impulsionado principalmente por ações de bancos e mineradoras.

O cenário político também seguiu no radar. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva determinou que as negociações com Washington sejam conduzidas pelos ministérios das Relações Exteriores e do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços. O governo brasileiro classificou como injusta a proposta americana de elevar tarifas sobre produtos nacionais.

No mercado de câmbio, o dólar comercial acompanhou o movimento global de enfraquecimento da moeda frente a divisas de países emergentes. A cotação oscilou entre R$ 5,0003 e R$ 5,0245 durante o dia, mas encerrou próxima da estabilidade, pouco acima do nível de R$ 5.

As negociações entre Estados Unidos e Irã também influenciaram os mercados globais, com investidores acompanhando possíveis avanços para uma solução diplomática no Oriente Médio. Já o petróleo fechou em alta, com o Brent subindo 1,07%, para US$ 96, e o WTI avançando 1,74%, para US$ 93,76, em meio à cautela sobre as conversas entre Washington e Teerã e à preocupação com a oferta da commodity.

    Você também pode gostar

    Assine nossa newsletter e
    mantenha-se bem informado