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Economia

Bolsa renova máxima histórica, e dólar sobe em linha com o exterior

Bolsa acompanha negociações EUA-China, pacote de dosimetria de penas e entrada de capital estrangeiro; dólar registra leve alta

Redação Jornal de Brasília

19/09/2025 13h14

Foto: B3/Divulgação

Foto: B3/Divulgação

FOLHAPRESS

A Bolsa renovou a máxima intradiária na manhã desta sexta-feira (19), após fechar estável na véspera, em dia que repercutia as decisões de política monerária do Fed e BC.

O pregão desta sexta acompanha negociações comerciais envolvendo os Estados Unidos e China, além do impacto do pacote de dosimetria de penas envolvendo os condenados na trama golpista no cenário eleitoral de 2026.

Às 12h10, o Ibovespa registrava alta de 0,07%, a 145.610 pontos, após atingir a máxima histórica de 146.398 pontos. No mesmo horário, a moeda americana subia 0,17%, cotada a R$ 5,328, em linha com o exterior.

O índice DXY, que compara a força da moeda com outras seis divisas do mundo, tinha alta de 0,27%, a 97,62 pontos.

A movimentação da Bolsa acompanha valorização das ações de Bradesco, BTG e Eletrobras. Os papéis ordinários do Bradesco, subiam 1,20% no começo desta tarde, assim como as do BTG, que se valorizavam 1,39%. As ações da empresa do setor elétrico registravam alta de 2,83%.

Segundo Gustavo Trotta, especialista e sócio da Valor Investimentos, o Ibovespa apresenta uma retomada nesta sexta, após a decisão do Copom refletir no pregão da última quinta. “A gente teve um Ibovespa mais lateralizado [na quinta-feira]. E hoje a gente vê a recuperação”.

A entrada de capital estrangeiro justifica o bom momento da Bolsa, diz Diego Faust, operador de renda variável da Manchester Investimentos. “O investidor estrangeiro olha para aplicações de longo prazo e precisa achar que compensa. A última temporada de balanços de empresas brasileiras foi a melhor em anos”.

No cenário doméstico, o mercado também repercute fatos políticos nesta sexta-feira, em dia de agenda de dados esvaziada.

Ao contrário dos últimos pregões que reagiram ao corte de juros do Fed e à manutenção da taxa Selic em 15% pelo BC, os investidores acompanham as negociações envolvendo o pacote de anistia aos condenados por atos golpistas, e o impacto disso no cenário eleitoral de 2026.

O relator da anistia, deputado Paulinho da Força (Solidariedade-SP), pretende mudar o foco da discussão e passar a chamar o projeto a partir de agora de PL da Dosimetria das Penas.

“A anistia já foi declarada inconstitucional por vários ministros do STF, então o foco não tem de ser esse, e sim em uma nova dosimetria das penas, que é algo mais viável e realista”, disse o relator.

Na prática, isso levaria à redução de penas de presos do 8 de janeiro, por exemplo, e mesmo do núcleo decisório do golpe, incluindo o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

Ainda por aqui, o Banco Central vendeu nesta sexta um total de US$ 2 bilhões (R$ 10,7 bilhões) em dois leilões de linha (venda de dólares com compromisso de recompra) simultâneos para rolagem do vencimento de outubro.

Os leilões são intervenções do BC no câmbio. Na prática, eles servem para aumentar a quantidade de dólares disponíveis para os investidores, seguindo a lei da oferta e demanda. Ou seja, quanto mais moeda puder ser comprada, menor deve ser a cotação dela.

No exterior, o mercado acompanha com atenção ao telefonema entre o presidente dos EUA, Donald Trump, e da China, Xi Jinping, nesta sexta.

Os líderes se falaram nesta sexta sobre o acordo para manter o TikTok em funcionamento nos Estados Unidos. A conversa foi confirmada por diferentes veículos estatais chineses, mas o conteúdo ainda não foi divulgado.

Segundo o noticiado, o acerto exige que os ativos americanos do TikTok sejam transferidos da chinesa ByteDance para os novos donos nos EUA.

As operações americanas serão controladas por um consórcio de investidores que inclui Oracle, Silver Lake e Andreessen Horowitz, com fatia de 80%, e acionistas chineses detendo o restante, de acordo com o Wall Street Journal.

Na quinta (18), o dólar fechou em alta e o Ibovespa em baixa após o Fed (Federal Reserve, banco central dos EUA) ter reduzido juros e o Banco Central do Brasil manter a Selic em 15% ao ano na véspera.

A moeda americana, influenciada de um lado pelo avanço da divisa no exterior e do outro pelo corte dos juros americanos, subiu 0,32% na sessão, a R$ 5,319.

Já a Bolsa caiu 0,06%, a 145.499 pontos -o Ibovespa foi pressionado para baixo pela Petrobras, em sessão de queda dos preços do petróleo no exterior.

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