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Economia

Bolsa Família de março beneficia 28,71 milhões de mulheres com R$ 12,77 bilhões

Pagamentos iniciam nesta quarta-feira para 18,73 milhões de famílias em todo o Brasil, com foco na promoção da autonomia feminina.

Redação Jornal de Brasília

18/03/2026 7h10

bolsa familia

Foto: Lyon Santos/ MDS

O pagamento do Bolsa Família de março começa nesta quarta-feira (18/03), com um investimento de R$ 12,77 bilhões do Governo do Brasil, por meio do Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS). O programa contempla 18,73 milhões de famílias em situação de pobreza em todo o país, com um valor médio de R$ 683,75 por domicílio.

Desses atendimentos, 84,14% das famílias são chefiadas por mulheres, totalizando 28,71 milhões de beneficiárias. Essa distribuição reforça o papel da transferência de renda na promoção da autonomia feminina. Além do benefício básico, o programa oferece uma cesta de benefícios adicionais para grupos específicos.

O Benefício Variável Gestante (BVG) atende 650,64 mil grávidas com R$ 30,49 milhões. O Benefício Variável Nutriz (BVN) destina R$ 16,71 milhões a 347,34 mil famílias com crianças de até seis meses. O Benefício Primeira Infância (BPI), de R$ 150, beneficia 8,27 milhões de crianças com até sete anos incompletos, totalizando R$ 1,18 bilhão. Já o Benefício Variável Familiar Criança (BVC), de R$ 50, é pago a 11,37 milhões de crianças e adolescentes de sete a 16 anos incompletos, com R$ 531,98 milhões. Por fim, o Benefício Variável Familiar Adolescente (BVA), também de R$ 50, contempla 2,45 milhões de adolescentes de 16 a 18 anos incompletos, com R$ 113,50 milhões em repasses.

Em março, 173.722 famílias ingressaram na Regra de Proteção, mecanismo que mantém 50% do benefício por 12 meses para famílias que ultrapassam o limite de renda de R$ 218 per capita, desde que não exceda R$ 706. Ao todo, 2,35 milhões de famílias estão nessa condição, com benefício médio de R$ 368,97.

O programa prioriza públicos vulneráveis: 250,88 mil famílias indígenas, 294,46 mil quilombolas, 408,77 mil com catadores de material reciclável, 266,72 mil com pessoas em situação de rua e 604,91 mil em risco de insegurança alimentar. Nesse último grupo, 6.569 famílias foram incluídas no mês. Dos beneficiários totais, 73,3% são pessoas pretas ou pardas, equivalente a mais de 35,84 milhões.

Por região, o Nordeste concentra o maior número de famílias, com 8,76 milhões de lares recebendo R$ 5,93 bilhões e média de R$ 677,60. O Sudeste atende 5,30 milhões de famílias com R$ 3,56 bilhões e média de R$ 678,06. No Norte, 2,42 milhões de famílias recebem R$ 1,73 bilhão, com a maior média regional de R$ 716,69. O Sul beneficia 1,26 milhão de famílias com R$ 854,19 milhões e média de R$ 679,59. Já o Centro-Oeste contempla 977,37 mil lares com R$ 675,36 milhões e média de R$ 693,08.

Os pagamentos seguem calendário escalonado pelo último dígito do Número de Identificação Social (NIS), iniciando com o final 1 nesta quarta-feira e encerrando com o zero no último dia útil do mês. Famílias em municípios em emergência ou calamidade recebem no primeiro dia do cronograma.

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