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Economia

Bolsa cai 0,91% e dólar fecha em R$ 5,02 com alta do petróleo

Ibovespa recuou ao menor nível desde janeiro, em meio à cautela com a crise no Oriente Médio. Petróleo disparou após o Irã suspender negociações com os Estados Unidos.

Redação Jornal de Brasília

01/06/2026 20h43

Foto: Vanderlei Almeida/AFP

Foto: Vanderlei Almeida/AFP

O mercado financeiro brasileiro começou junho em direções opostas. Enquanto a bolsa encerrou o pregão em queda, o dólar recuou ante o real e os preços do petróleo avançaram com força após a escalada das tensões no Oriente Médio.

O Ibovespa, principal índice da B3, fechou esta segunda-feira (1º) aos 172.197 pontos, com queda de 0,91%, no quinto pregão consecutivo de perdas. Durante o dia, o indicador chegou a recuar mais de 1% e encerrou no menor nível desde 21 de janeiro.

O movimento refletiu a cautela dos investidores diante do agravamento da crise geopolítica envolvendo Irã, Israel e Estados Unidos. A aversão ao risco reduziu o apetite por mercados emergentes. Ações de mineradoras e de bancos puxaram a queda da bolsa, enquanto os papéis da Petrobras avançaram, beneficiados pela valorização do petróleo.

Apesar da instabilidade no exterior, o dólar fechou cotado a R$ 5,023, em queda de 0,39%. No acumulado de 2026, a moeda norte-americana registra desvalorização de 8,5% frente ao real. Segundo a movimentação do mercado, a alta do petróleo favoreceu a moeda brasileira, já que o país é exportador da commodity.

No mercado internacional, o petróleo disparou após a agência iraniana Tasnim informar que Teerã interrompeu as negociações indiretas com os Estados Unidos e passou a discutir medidas para bloquear o Estreito de Ormuz, uma das principais rotas globais de transporte de petróleo. O Brent, referência internacional, fechou a US$ 94,98, alta de 4,2%, enquanto o WTI avançou 5,5%, para US$ 92,16 por barril.

Ao longo do dia, os contratos chegaram a subir mais de 6%, mas reduziram parte dos ganhos após declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, indicando que havia mantido contatos para evitar uma escalada maior do conflito na região.

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