Em entrevista coletiva concedida durante a 24ª Conferência Mundial do Gás, Quiroga afirmou que a Bolívia procura novos investimentos privados que se associem com o Estado para desenvolver as reservas de gás do país.
Segundo o presidente-executivo da YPFB, a produção de gás na Bolívia aumentará em “cinco ou seis milhões” de metros cúbicos diários em 2010.
A produção atual da Bolívia, que tem a segunda maior reserva de gás da América do Sul, é de quase 40 milhões de metros cúbicos por dia, mas o país lida com uma demanda crescente, particularmente de Brasil e Argentina, seus principais compradores.
Villegas explicou que a Bolívia pretende começar em breve a industrializar o gás natural dentro de seu território por meio da fabricação de amoníaco e uréia para adubos nitrogenados e um terminal de conversão para gás liquefeito, além de uma nova refinaria.
O executivo convidou as companhias estrangeiras a investir em áreas de produção e prospecção de gás na Bolívia em sociedade com a YPFB, titular das jazidas desde sua nacionalização há três anos.
“Queremos compartilhar esta nova fase de industrialização de hidrocarbonetos”, afirmou o diretor.
A Bolívia iniciou neste ano um plano de investimentos no setor do gás de US$ 11,291 bilhões até 2015, ano no qual espera alcançar uma produção de 76 milhões de metros cúbicos diários.